quinta-feira, 9 dezembro, 2021
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REPORTAGEM ESPECIAL – A falta de mobilidade urbana em Arapiraca

A reportagem especial da NN FM relata os problemas relacionados a mobilidade urbana no município

Arapiraca, localizada no Agreste de Alagoas, é a segunda maior cidade do estado. Considerada um dos principais polos econômicos do interior, a cidade cresce de forma desordenada, o exemplo, é a falta de mobilidade urbana.

A mobilidade urbana é definida como a facilidade de deslocamento das pessoas e bens na cidade, com o objetivo de desenvolver atividades econômicas e sociais no perímetro urbano de cidades, aglomerações urbanas e regiões metropolitanas. A reportagem especial da NN FM relata os problemas relacionados a mobilidade urbana no município.

A falta de mobilidade urbana começa quando o município não oferece um sistema de transporte público seguro e de qualidade. As pessoas com dificuldades de locomoção, sofrem ainda mais.

“Quem usa cadeira de rodas como meio de locomoção, umas das principais dificuldades é que os ônibus não estão com pontos e paradas adequadas para o embarque e desembarque dos passageiros”, explica o vereador Adriano Targino.

De acordo com o vereador, um dos grandes agravantes é que o município não possui um plano de mobilidade urbana. “Tem um transtorno muito grande não só para a pessoa com deficiência. Brigamos por acessibilidade para uma sociedade, para o idosos, mulher gestante e os que tem grande dificuldade de se locomover”, afirma.

“Nossas reinvindicações são para que seja feito o plano de mobilidade urbana, para que toda a população seja beneficiada”, diz Adriano Targino.

Para o especialista em mobilidade urbana, Fábio Barbosa, deve haver uma mobilidade inclusiva. “Outra estratégia utilizada é a mobilidade inclusiva, que é o desenho urbano inclusivo, que permite o deslocamento do maior número possível de usuários, como crianças, mães com crianças de colo ou no carrinho, pessoas com idade avançada e pessoas com restrições físicas de mobilidade”.

“É preciso que o desenho urbano considere o acesso universal, se o desenho tem a necessidade de considerar o acesso universal, o transporte público também tem que considerar essa necessidade. É preciso que se invista em um transporte público acessível, ônibus que sejam ecologicamente corretos, e que sejam acessíveis a cadeirantes, pessoas que fazem uso de muletas, para permitir que as pessoas usem o transporte de maneira igualitária”, complementa Fábio Barbosa.

De acordo com o especialista, “Arapiraca é uma cidade de médio porte, e tem espaço para o crescimento urbano, mas precisa crescer de forma organizada e inclusiva”.

As empresas dizem que pretendem melhorar os serviços, mas a Prefeitura de Arapiraca precisa fazer a sua parte.

Sislane Oliveira, presidente do sindicato da categoria, diz que “temos alguns ônibus que possuem elevador, só que o município ainda está trabalhando na questão da mobilidade, do acesso, principalmente na plataforma de embarque e desembarque que não tem estrutura”

“Estamos em contato com a SMTT para que o município possa tomar as medidas necessárias, estamos com dificuldade de renovação da frota por conta da crise financeira. Mas existe um diálogo para melhorar o nosso transporte, em breve vamos conseguir trazer novidades”, garante Sislane Oliveira.

A bicicleta pode ser uma alternativa na mobilidade ativa, e que também contribui para o meio ambiente. Mas em Arapiraca faltam ciclovias e segurança no trânsito.

“A falta de ciclovia é uma grande dificuldade, principalmente para transitar no centro de Arapiraca, a bicicleta não é só para passear, é um meio de transporte”, explica o ciclista Adriano.

Ele ressalta a desorganização do município. “Esperamos por parte do poder público que aja uma organização, coletivamente, entre todos que circulam na cidade, tanto no transporte público ou individual”.

Assista a reportagem:

Reprodução: NN Play

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