Polícia identifica homem que morreu após invadir jaula de leoa em zoológico de João Pessoa
Jovem tinha 19 anos
Por Redação NN1 com G1
01 de Dezembro de 2025 às 07:49
Imagem: Reprodução
O Instituto de Polícia Científica (IPC) identificou o homem que morreu neste domingo (30) após após invadir a jaula de uma leoa e ser atacado em um zoológico de João Pessoa. Ele se chamava Gerson de Melo Machado, era conhecido como Vaqueirinho e tinha 19 anos.
Machado escalou rapidamente uma parede de mais de 6 metros do Parque Arruda Câmara, conhecido como Bica. Depois, passou pelas grades de segurança, usou uma árvore como apoio e entrou no recinto da leoa.
Vídeos feitos por visitantes mostram o homem subindo por uma estrutura lateral da jaula. Em seguida, ele usa a árvore como apoio para entrar no espaço e, em seguida, é atacado pela leoa.
Vídeos feitos por visitantes mostram o homem subindo por uma estrutura lateral da jaula. Em seguida, ele usa a árvore como apoio para entrar no espaço e, em seguida, é atacado pela leoa.
A Polícia Militar e o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) foram acionados e estiveram no local. O homem tinha transtornos mentais. O zoológico foi fechado após o ataque e as visitas estão suspensas. Ainda não há previsão para reabertura.
A prefeitura disse que já começou a apurar as circunstâncias do caso, manifestou solidariedade à família da vítima e afirmou que o espaço segue normas técnicas e de segurança.
O que se sabe até o momento?
A morte do jovem, desencadeou uma série de questionamentos sobre a segurança do local e as circunstâncias que permitiram o acesso ao recinto do animal. O ataque ocorreu durante o horário de funcionamento do parque e foi registrado por visitantes que estavam no local. Segundo a prefeitura de João Pessoa, o homem escalou uma parede de mais de 6 metros, passou por grades de proteção e usou uma árvore como apoio para acessar o recinto do animal.
A leoa, que ficou estressada e em choque após o episódio, foi contida pela equipe técnica e segue em monitoramento por veterinários, biólogos e zootecnistas, e deverá seguir em acompanhamento nas próximas semanas.. Segundo o veterinário do parque, Thiago Nery. Ele explicou que o animal respondeu aos comandos de treinamento e pôde ser contido sem o uso de armas ou tranquilizantes, embora o processo tenha demorado devido ao estado de estresse.
Segundo a direção do Parque Arruda Câmara, a leoa, chamada Leona, está bem, foi avaliada imediatamente após o ataque e segue em observação devido ao alto nível de estresse causado pela invasão. O parque reforçou que em nenhum momento houve a possibilidade de sacrificar o animal. De acordo com a equipe técnica, Leona está saudável e não apresenta comportamento agressivo fora do contexto do ataque, considerado uma reação instintiva diante da entrada de um intruso no recinto. Ainda segundo o parque, o protocolo para situações desse tipo prevê exatamente o que está sendo feito: monitoramento contínuo, avaliação comportamental e cuidados especializados.
Vídeos feitos por visitantes mostram o homem subindo por uma estrutura lateral do recinto da leoa e, em seguida, usando a árvore interna da área do animal como apoio para entrar na jaula. Logo depois, ele é atacado pelo animal.
O parque estava aberto desde as 8h e visitantes presenciaram o ataque, inclusive alguns fizeram vídeos do momento em que o homem entrou na jaula. O incidente ocorreu por volta das 10h do domingo (30).
No momento da invasão, a leoa estava deitada próxima ao vidro onde os visitantes observam o recinto. Ao perceber o homem entrando no espaço, ela contornou a área de água e avançou em direção a ele. Quando o invasor descia pela árvore e alcançou uma altura ao alcance do animal, a leoa o puxou para o chão. O homem ainda corre por alguns metros, cai, e em seguida o animal aparece com o focinho sujo de sangue.
De acordo com o Instituto de Polícia Científica (IPC), o homem morreu por choque hemorrágico causado por ferimentos perfurantes e contundentes na região do pescoço.
A prefeitura também lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade à família da vítima, afirmando que o espaço segue normas técnicas e de segurança.
A Prefeitura de João Pessoa abriu investigação para apurar as circunstâncias da invasão que resultou na morte do homem atacado pela leoa. A Polícia Militar e o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) foram acionados e estiveram no local.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB) também se pronunciou, lamentando a morte e afirmando que buscará esclarecimentos sobre os protocolos de segurança adotados no parque. O órgão informou que criará uma comissão técnica para avaliar as condições estruturais e operacionais da Bica e dialogar com a Prefeitura para reforçar medidas preventivas.
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