MPAL denuncia seis policiais militares em caso de tortura e morte durante ação em Santana do Ipanema

Promotor pediu afastamento imediato dos militares

Por Redação NN1 com Ascom PMAL 10 de Janeiro de 2026 às 08:05
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MPAL denuncia seis policiais militares em caso de tortura e morte durante ação em Santana do Ipanema
Imagem: Esposa foi quem denunciou a tortura sofrida pelo marido - Foto: Reprodução
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) denunciou seis policiais militares pelo crime de tortura no caso que investiga a morte de Rogério Almir dos Santos Silva, ocorrida em 9 de julho de 2025, em Santana do Ipanema.

De acordo com a denúncia, os fatos aconteceram durante uma ação da guarnição COPES/CAATINGA da Polícia Militar de Alagoas em uma residência. Além de Rogério Almir, outro homem que estava no local também teria sido torturado pelos policiais.

Os militares denunciados são Ulisses de Souza, Lucas Cruz, José Jeferson Pereira, Pablo Victor, Renan Vitor e John Felipe Rocha. O MPAL solicitou o afastamento imediato de todos das funções nas ruas, para que permaneçam fora de atividades operacionais enquanto o processo corre, garantindo a ordem pública.

Os policiais envolvidos na ação relataram que a vítima teria passado mal e caído de uma calçada. Rogério Almir foi levado a um hospital, mas não resistiu. No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou uma causa diferente para o óbito: ele morreu por asfixia ao aspirar o próprio sangue.

O sangue teria se originado de lesões internas causadas por traumas no pescoço e no tórax. O laudo técnico concluiu que essas lesões são compatíveis com tortura. A perícia também encontrou manchas de sangue humano no piso da cozinha da casa, que apresentava sinais de arrombamento e estava desorganizada.

De acordo com o MPAL, o objetivo dos policiais seria obter informações sobre o tráfico de drogas. No local, foram apreendidas 200 pedras de crack e uma nota de vinte reais. Outras duas pessoas relataram ter sofrido agressões durante a ação.

Dois policiais que atuavam como motoristas das viaturas não foram denunciados, já que não entraram na residência e não há indícios de participação nos crimes. Outro homem, chamado Edson Silva, também não foi incluído como vítima por falta de provas.