Vini Jr. voltou a ser assunto ao sofrer outro caso de racismo na Champions League nessa terça-feira (17). O Painel da Fifa discute novas medidas para coibir a prática de cobrir a boca durante discussões em campo. O brasileiro alega ter sido ofendido por Gianluca Prestianni, do Benfica, que colocou a camisa sobre os lábios no momento em que discutia com o atacante do Real.
Em entrevista à Sky Sports, o ex-jogador francês Mikaël Silvestre, que trabalha no Painel de Voz dos Jogadores da entidade, revelou que o painel está analisando a possibilidade de criar sanções específicas para jogadores que cubram a boca durante conversas ou provocações em campo.
Silvestre explicou que o objetivo é aumentar a transparência.
“Estamos tentando encontrar uma forma de punir jogadores que falam cobrindo a boca. Uma coisa é discutir tática com companheiros ou árbitros de forma discreta; outra é usar isso para esconder insultos abusivos”, apontou.
A medida ainda está em debate e levará tempo para ser implementada, mas surge como resposta direta ao caso envolvendo Vinícius, que tem sido voz ativa contra o racismo no futebol europeu há anos.
Após a celebração, que rendeu cartão amarelo a Vini Jr. por dançar em frente à torcida adversária, o jogador do Benfica, o argentino Gianluca Prestianni, se aproximou e disse algo para o brasileiro enquanto cobria a boca com a camisa, dificultando a leitura labial ou captação clara do que foi falado.
Vinícius imediatamente correu até o árbitro francês François Letexier para denunciar supostas ofensas racistas. O juiz acionou o protocolo antirracismo, cruzando os braços acima da cabeça, sinal oficial de denúncia de discriminação, o que paralisou a partida por cerca de 10 minutos.
Testemunhas, incluindo companheiros de equipe como Kylian Mbappé e Aurélien Tchouaméni, afirmaram que Prestianni teria chamado Vini de “macaco” repetidamente.
Prestianni e o Benfica negam veementemente as acusações, alegando que não houve conteúdo racista.
Após a partida, Vinícius postou um texto em suas redes sociais.
“Racistas são, acima de tudo, covardes. Eles precisam cobrir a boca com a camisa para mostrar o quão fracos são”, diz um trecho do comunicado compartilhado pelo camisa 7.