Guerra no Irã: preço do petróleo salta 7% e chega a recorde desde 2022
Preços saltaram mais de 20% no início do pregão e depois recuaram
Por Agência Brasil
10 de Março de 2026 às 07:03
Imagem: Reuters/Eli Hartman
Os preços do petróleo subiram cerca de 7% nesta segunda-feira (9), atingindo o valor mais alto desde 2022, depois de terem subido até 29% durante a sessão, uma vez que a Arábia Saudita e outros membros da Opep cortaram o fornecimento durante a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, que está se expandindo.
Os preços saltaram mais de 20% no início do pregão e depois recuaram das máximas da sessão, já que os EUA e outros países do Grupo dos Sete (G7) consideraram utilizar as reservas estratégicas de petróleo para limitar as pressões inflacionárias decorrentes do aumento dos preços da energia.
Durante a sessão, os contratos futuros do Brent subiram US$ 6,27, ou 6,8%, para fechar a US$ 98,96 por barril. O petróleo nos EUA West Texas Intermediate (WTI) subiu US$ 3,87, ou 4,3%, para fechar a US$ 94,77.
Esses foram os preços de fechamento mais altos para o Brent e o WTI desde agosto de 2022.
Logo após o fechamento, WTI e Brent devolveram todos os ganhos da sessão e foram negociados abaixo do preço de fechamento de sexta-feira.
No início da sessão, o Brent subiu US$ 26,81, para US$ 119,50 o barril, e o WTI atingiu a máxima da sessão de US$ 119,48. Esses foram os preços intradiários mais altos para ambos os índices de referência do petróleo desde junho de 2022, comparáveis às máximas históricas de US$ 147,50 por barril para o Brent e US$ 147,27 para o WTI em julho de 2008.
Desde que os EUA e Israel bombardearam o Irã em 28 de fevereiro, o Brent subiu até 65% e o WTI, 78%.
Além das interrupções no fornecimento de energia, os preços do petróleo foram impulsionados nesta segunda-feira, depois que a linha dura do Irã fez uma demonstração de força, saindo às ruas para proclamar sua lealdade ao novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, cuja ascensão pareceu acabar com as esperanças de um fim rápido da guerra no Oriente Médio.
A Aramco, gigante saudita do petróleo, começou a cortar a produção em dois de seus campos de petróleo, somando-se às reduções dos Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuweit e Catar, uma vez que os carregamentos continuam a ser bloqueados e eles ficam sem armazenamento.
A guerra praticamente fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
Um petroleiro operado pela Grécia, no entanto, navegou pelo estreito com uma carga de petróleo saudita, em um sinal de que algumas embarcações comerciais ainda estão tentando navegar pela passagem vital.
A empresa de análise de dados Kpler disse que, mesmo que o Estreito de Ormuz seja reaberto nesta terça-feira, provavelmente levará de seis a sete semanas para que as exportações do Golfo voltem à capacidade total.
A Saudi Aramco, que pode desviar alguns fluxos por meio do porto de Yanbu, no Mar Vermelho, ofereceu mais de 4 milhões de barris de petróleo saudita em raras licitações para neutralizar o fechamento de Ormuz.
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