O outono começa amanhã, sexta-feira (20), às 11h45, mas a estação chega sem trazer aquele alívio térmico que muita gente aguarda. Segundo os mais recentes modelos meteorologócios, as temperaturas devem ficar acima da média histórica em praticamente todo o Brasil durante os meses de abril, maio e junho, e o calor que marcou o fim do verão não deve dar trégua tão cedo.
Abril deve ser o mês mais parecido com o verão dentro do outono. O tempo abafado, o céu carregado à tarde e as pancadas de chuva seguem como padrão dominante nesse primeiro mês da estação, sem nenhuma massa de ar frio com força suficiente para mudar esse quadro. Um resfriamento mais perceptível só deve aparecer em maio, quando os dias ficam mais curtos, o sol perde intensidade e as noites começam a ficar mais frescas, especialmente no Sul e nas áreas de maior altitude do Sudeste.
Segundo a Climatempo, a primeira massa de ar polar com força de verdade deve chegar ao Brasil apenas na virada de maio para junho, trazendo uma possibilidade de geada no Sul e mínimas em torno de 10°C em São Paulo (SP).
Mesmo assim, essa é uma projeção de longo prazo, ainda sujeita a ajustes nas próximas semanas. O que os meteorologistas afirmam com mais segurança por enquanto é que não há nada no horizonte próximo capaz de derrubar as temperaturas de forma duradoura.
Uma das razões para esse início de outono tão quente está no Oceano Pacífico. O La Niña fraco que marcou o verão perdeu força desde fevereiro e caminha para o fim.
No lugar dele, os modelos climáticos internacionais apontam para o desenvolvimento gradual do El Niño ao longo do trimestre abril-maio-junho, com cerca de 85% de probabilidade de essa transição se confirmar no período.
Região Nordeste
O Nordeste deve ter um outono marcado por dois cenários diferentes. Na maior parte da região, a tendência é de menos chuva entre abril e junho, com situação mais evidente na Bahia, no Rio Grande do Norte e na Paraíba.
Já no extremo norte, especialmente no Maranhão e no norte do Piauí, o cenário é oposto, com previsão de mais chuva por causa da atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mais ao sul.
As temperaturas devem seguir acima do normal em toda a região. Ainda assim, o calor pode ser um pouco mais amenizado na faixa norte, onde a maior presença de nuvens e chuva ajuda a segurar as máximas.
Recife (PE) deve manter o padrão típico da estação, com sol pela manhã, aumento de nuvens à tarde e pancadas isoladas no fim do dia. A chuva aparece de forma irregular, sem grandes volumes, enquanto as temperaturas seguem elevadas, com máximas perto dos 29°C.
Em Salvador (BA), o outono começa ainda com calor, mas com tendência de redução das chuvas ao longo das próximas semanas. As pancadas ficam cada vez menos frequentes entre abril e maio, marcando a transição para um período mais seco.
São Luís (MA) aparece como exceção. A capital deve ter um outono mais chuvoso, com pancadas frequentes e volumes acima do normal, principalmente em abril. Com mais nuvens, o calor fica um pouco menos intenso, embora ainda acima do padrão.
Previsão de temperatura acima ou abaixo do normal para abril, maio e junho de 2026, com base em modelos climáticos. — Foto: INMET/CPTEC/INPE/FUNCEME
Usamos cookies essenciais para o funcionamento do site e cookies não essenciais para análise e melhorias. Você pode aceitar ou recusar o uso de cookies não essenciais.