Líder da organização criminosa especializada em golpes é algo de operação em Maceió

PCAL apreendeu dinheiro, carros e eletrônicos de grupo que movimentou milhões em golpes

Por Redação NN1 com Ascom PC/AL 24 de Março de 2026 às 11:18
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Líder da organização criminosa especializada em golpes é algo de operação em Maceió
Imagem: Ascom PC/AL
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL), por meio da Diretoria de Inteligência Policial (DINPOL), participou na manhã desta terça-feira(24), da Operação Falso Precatório, deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), com objetivo de desarticular uma estruturada organização criminosa especializada em golpes contra vítimas residentes em Santa Catarina, que utilizava a identidade de advogados legítimos para simular a liberação de valores judiciais e induzir as vítimas a transferências bancárias.

Ao todo, a operação mobilizou as forças de segurança para o cumprimento de 06 mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão. As diligências foram realizadas simultaneamente em quatro estados da federação: Alagoas, São Paulo, Ceará e Bahia.

Em Alagoas, a ação foi comandada pelos delegados Thales Araújo e Bárbara Porto, da DINPOL, e contou com apoio do grupo tático da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/PCAL), dando cumprimento a ordem judicial expedida pela Justiça de Santa Catarina.

O alvo em Maceió, um homem de 28 anos, era um dos líderes da organização criminosa que estava residindo em um condomínio de alto padrão no bairro da Ponta Verde, mas não foi encontrado e se encontra foragido. As diligências continuam em busca de localizar e prender o suspeito. 


Durante as buscas, os agentes encontraram uma máquina de contar dinheiro, aparelhos celulares, cartões e dinheiro em espécie, um forte indício de atividades ilícitas, frequentemente associado a crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e estelionato. Também foram apreendidos dois automóveis (Creta e X35).

As investigações revelaram um esquema de vultosas proporções financeiras em que um dos principais investigados movimentou sozinho mais de R$ 5 milhões em um curto período, valor incompatível com sua atividade declarada. Além disso, análises de dados mostraram que os recursos oriundos das fraudes financiavam um padrão de vida de ostentação, com registros de viagens internacionais onde o investigado exibia itens de luxo e gastos elevados, evidenciando o proveito criminoso obtido através do prejuízo das vítimas.

O sucesso da operação contou com o apoio coordenado e fundamental das seguintes instituições: DECRIM, DECOD, DRR do Departamento de Investigações Criminais de Joinville, 2ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Joinville, Diretoria de Inteligência Policial de Alagoas (DINPOL), Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Alagoas, CORE da Polícia Civil de Alagoas, Polícia Civil do Estado de São Paulo, Polícia Civil do Estado do Ceará, Polícia Civil do Estado da Bahia e Núcleo de Inteligência do TJSP.