Após 12 anos do desaparecimento do jovem Davi da Silva, em Maceió, o caso foi encerrado com a condenação dos acusados. Os quatro réus, sendo três policiais militares da ativa e uma ex-militar, atualmente servidora do Tribunal de Contas do Estado (TCE/AL) foram condenados. No caso da vítima Davi da Silva, foram imputados o crime de homicídio duplamente qualificado, com ocultação de cadáver, e em relação à vítima Raniel Victor de Oliveira Silva, o crime de tortura nas modalidades comissiva e omissiva.
Para todos os réus foram reconhecidas as qualificadoras de motivo fútil e do emprego de tortura. As penas juntas ultrapassam 100 anos de prisão em regime fechado. O julgamento iniciou às 10 horas da segunda-feira (4) e foi concluído às 22 horas de quarta-feira (5). O Ministério Público de Alagoas (MPAL), em atuação marcante e sustentação inconfundível, representado pelos promotores de Justiça Thiago Riff e Lídia Malta, tendo como assistente de acusação o advogado Artur Lira, foi fundamental para garantir a condenação dos réus.
Carlos Eduardo e Nayara: 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão, mais um ano, onze meses e 14 dias de detenção por tortura; Vitor Rafael: 21 anos, 9 meses e 13 dias de reclusão e mais um ano, sete meses e 11 dias por tortura; Eudecir: 28 anos, um mês e três dias de reclusão. Por homicídio qualificado, motivo fútil, tortura e ocultação de cadáver, essas foram as sentenças.