Não houve surpresas na abertura da Copa do Mundo 2026. Jogando diante de mais de 80 mil torcedores na Cidade do México, nesta quinta-feira (11), uma das seleções anfitriãs bateu a África do Sul por 2x0. O duelo confirmou a disparidade entre as equipes, mas deixou uma ponta de dúvida sobre o real potencial dos donos da casa, que oscilaram o desempenho e chegaram a irritar a torcida em determinado momento.
Quiñones, o melhor em campo, e o centroavante Raul Jiménez fizeram os gols do triunfo. Um em cada tempo. O sul-africanos apresentaram problemas na saída de bola e para encaixar a marcação no organizado ataque mexicano. Não tiveram também contundência ao trocar passes no campo rival. Com um pouco mais de precisão nos arremates e constância de ritmo, o México teria goleado.
Escalações
Javier Aguirre optou por Israel Reyes ao invés de Jorge Sanchez na lateral-direita. Alvarado atuou como ponta-direita e Brian Gutiérrez foi o meia-direita. Já Hugo Broos surpreendeu ao escalar uma linha de cinco na defesa sul-africana. Adams, Sithole e Mokoena formaram o meio. Rayners e Lyle Foster fizeram a dupla de ataque.
O jogo
A impressionante atmosfera do Estádio Azteca impulsou o México a um início de jogo praticamente perfeito na capital do país. Tomou conta da posse de bola em uma estrutura ofensiva bem clara. Prendia o lateral Reyes para fazer a saída de três quase sempre. Quando este não cumpria tal função, Erik Lira recuava para fazer. Gallardo e Alvarado davam amplitude ao time no campo de ataque.
Quiñones trabalhava da esquerda para o meio, bem perto de Jiménez e Brian Gutiérrez. Fidalgo era o principal articulador do meio-campo. Os sul-africanos foram empurrados para trás. Tentaram sair jogando com passes curtos, mas a pressão mexicana foi mais eficaz. Com apenas oito minutos os donos da casa já venciam o jogo.
Erik Lira ''saltou'' para pressionar Sithole, que recebeu na ''fogueira'' do goleiro Williams e entregou o ouro. Quiñones se aproveitou para bater entre as pernas do arqueiro e abrir o placar. O artilheiro da Liga Saudita confirmou as expectativas positivas sobre o seu futebol e foi o principal jogador do 1º tempo. Acertou a trave esquerda de Williams na sequência e participou das principais jogadas tricolores.
Por mais que a África do Sul tenha adiantado a marcação após o gol e trocado passes dentro do campo adversário, não mostrou potencial para assustar a meta de Rangel. Jayden Adams era o único lúcido do meio-campo. Mokoena e Sithole erravam bastante, assim como Mudau e a dupla de ataque. Na defesa, Mbokazi conseguia algum destaque pelo seu estilo de jogo duro e subidas ao ataque.
O México adminsitrou o ritmo, e mesmo assim poderia ter ido para o vestiário com uma vitória parcial maior. A medida que o tempo foi passando, os espaços foram aparecendo naturalmente para os anfitriões. Erik Lira e Fidalgo deram boas soluções na troca de passes pelo centro. Quiñones se associou com Gallardo e com Brian Rodriguez, que perdeu ótima chance de gol nos acréscimos.
Alvarado se destacou ofensivamente pelo lado direito, mas também na marcação a Modiba. Já o centroavante Raul Jiménez poderia ter balançado a rede duas vezes. Williams impediu o tento em ambas.
Do mesmo jeito que fazia boas defesas, o arqueiro sul-africano tomava decisões erradas com a bola nos pés. Foi assim que entegou nos pés de Fidalgo nos primeiros segundos do 2º tempo. O meia hesitou para finalizar e Brian Guitérrez mandou por cima na sequência.
O México voltou do intervalo disposto a ampliar o resultado e resolver logo a situação. Acelerou a troca de passes novamente e encaixou bons e coordenados movimentos no setor ofensivo. Em um deles, Brian Rodriguez saiu na cara do gol e foi derubado por Sithole, que acabou expulso aos quatro minutos da 2ª etapa.
Mbatha entrou para recompor o meio. O apagado Lyle Foster saiu. Logo depois foi a vez de Zwane substituir Jayden Adams. Ao invés de manter a ''pegada'', os donos da casa voltaram a deixar a energia cair e não aproveitaram o fato de ter um homem a mais. Javier Aguirre esperou até os 20 minutos para mexer. Pôs o jovem promissor Gilberto Mora e o meia Luis Chávez. Brian Giménez e Fidalgo saíram.
No instante seguinte viu sua equipe ampliar o placar. Quiñones, mais uma vez, fez boa jogada pelo meio e tabelou com Jiménez antes de abrir para Alvarado. O ponta-direita cruzou na medida para Raul Jiménez marcar de cabeça. Édson Álvarez, Armando González e Vega foram os outros três atletas oriundos do banco utilizados por Aguirre. Erik Lira, Jiménez e Quiñones foram sacados antes do fim.
Na África do Sul, Appolis e Makgopa substituíram Modiba e Rayners. Zwane ainda foi expulso ao agredir Alvarado fora da disputa da bola. Apesar do amplo domínio territorial e da superioridade numérica, os mexicanos não produziram mais chances de perigo e ainda cederam um contragolpe que resultou na expulsão de Montes nos acréscimos.