O Haiti terá uma dura missão nesta sexta-feira (19). Os Granadeiros terão pela frente a Seleção Brasileira, que está em terceiro no grupo C e precisa vencer a qualquer custo após empate contra Marrocos na estreia. Para tentar dificultar a vida da Seleção, os haitianos apostarão no zagueiro Ricardo Adé para tentar parar Vini Jr. e companhia. Adé é um dos destaques da LDU e foi eleito o melhor zagueiro do Campeonato Equatoriano nos últimos quatro anos. O veterano de 36 anos, que conta com 1,90 m de altura, é um dos pilares defensivos do Haiti e tem experiência contra equipes do futebol brasileiro.
Retrospecto contra brasileiros
Adé está na LDU desde 2023 e já fez 17 embates contra equipes do Brasileirão, tanto pela Copa Libertadores quanto pela Sul-Americana. Dentre as equipes, três são do Rio de Janeiro: Botafogo, Flamengo e Fluminense; três de São Paulo: São Paulo, Mirassol e Palmeiras; e uma equipe do Ceará: o Fortaleza.
O retrospecto é equilibrado: sete vitórias para cada lado e três empates. Porém, quando o assunto é mata-mata, o panorama favorece o jogador do Haiti. Adé levou a melhor em três dos quatro embates eliminatórios e, inclusive, se sagrou campeão em uma das duas decisões que disputou contra os brasileiros.
O zagueiro Ricardo Adé foi algoz de Botafogo, São Paulo e Fortaleza. Contra o Botafogo, eliminou os cariocas nas oitavas de final da Libertadores de 2025. Diante do São Paulo, levou a melhor em duas disputas de mata-mata — nas quartas da Sul-Americana de 2023 e da Libertadores de 2025. Já contra o Fortaleza, foi campeão da Sul-Americana de 2023 após vitória nos pênaltis na final.
Em contrapartida, Adé também sofreu com três das principais equipes do Brasileirão. O zagueiro não teve o mesmo sucesso diante de Flamengo, Fluminense e Palmeiras. Contra o Rubro-Negro, não venceu nenhum dos dois jogos pela Libertadores de 2025. Diante do Fluminense, foi superado na decisão da Recopa Sul-Americana de 2024, enquanto o Palmeiras reverteu uma desvantagem de três gols na semifinal da Libertadores de 2025 e eliminou os equatorianos após uma goleada de quatro a zero no jogo de volta. Mesmo assim, o defensor acumula um retrospecto positivo diante de clubes brasileiros e chega à Copa do Mundo com a missão de tentar frear o ataque da Seleção Brasileira.
Atuações positivas
Próximo adversário do Brasil na segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, o Haiti viveu bons momentos em amistosos que antecederam a competição. Os Granadeiros golearam a seleção da Nova Zelândia por quatro a zero e, enquanto usavam seus titulares, venciam o último amistoso contra o Peru, que virou a partida após as trocas, e enfrentaram a equipe reserva haitiana. Na estreia da Copa do Mundo, contra a Escócia, apesar da derrota, o Haiti vendeu caro, não deixou os europeus confortáveis e pôs pressão nos escoceses em alguns momentos da etapa final. De modo geral, após o primeiro teste na Copa, o Haiti deu bons sinais. Supreendeu a Escócia, demonstrando boa qualidade de passes e pressão no setor ofensivo.
O Haiti de Ricardo Adé e a Seleção Brasileira se encontram no grupo C em situações similares. Ambos não venceram em suas estreias e estão pressionados. O favoritismo, obviamente, é todo do Brasil, que precisará se impor e, se possível, fazer saldo. É uma missão que Adé e companhia tentarão frustrar.