Policiais do Serviço de Inteligência do 3º Batalhão da Polícia Militar (3º BPM), em apoio a uma equipe da Unidade de Atendimento de Local de Crime 3 (UALC 3), da Delegacia de Homicídios da 4ª Delegacia Regional de Polícia (4ª DRP), em Arapiraca, Agreste de Alagoas, investigam o feminicídio que teve como vítima a dona de casa Silvania Maria da Silva, de 36 anos.
O corpo da vítima foi encontrado na tarde desta quinta-feira (19), na casa onde ela morava, no Loteamento Flôr do Ipê, no bairro Massaranduba, em Arapiraca.
Uma das primeiras versões investigada pela polícia é que a vítima manteve um relacionamento de cerca de 20 anos com o suspeito, de nome Ednaldo da Silva, de 41 anos. O casal teve duas filhas, hoje maiores de idade.
Em março deste ano, Silvania colocou fim na relação e Ednaldo teria viajado para o estado de São Paulo, onde foi trabalhar, retornando recentemente a Arapiraca, quando teria procurado a ex-esposa com o intuito de reatar o relacionamento. Porém, Silvania não aceitou. Nesta quinta-feira, o suspeito, que morava com um amigo próximo da residência da vítima, teria ido até a casa da ex-companheira, onde teriam tido uma discussão, resultando no crime. Silvania foi atacada com um golpe de madeira na cabeça e, em seguida foi arrastada pelo criminoso até o lado externo do imóvel, onde foi enforcada.
Ainda conforme as investigações preliminares, o assassino, também usando uma corda, tentou tirar a própria vida ao lado do corpo da mulher. No entanto, a corda se rompeu e ele teria mudado de ideia, retirado o corpo do local, levado até um dos quartos, onde colocou a vítima sobre a cama e a cobriu com um lençol.
Segundo o delegado Douglas Rocha, o homem saiu da casa da vítima em uma motocicleta de sua propriedade, foi até onde estava residindo e falou para o amigo que havia matado Silvania. Em seguida, se mostrando desnorteado, Ednaldo fugiu.
O amigo do suspeito foi até a residência de Silvania e após confirmar o feminicídio, chamou os vizinhos e a polícia.
Ainda segundo o delegado, Ednaldo e Silvania não tinham histórico de violência durante a convivência, porém, uma das filha do casal confirmou para a polícia que o pai, após a separação, se mostrava agressivo e havia encaminhado algumas mensagens para o whatsapp da mãe, com frases ameaçadoras.
O corpo da dona de casa, após ser periciado, foi encaminhado para p Instituto Médico Legal (IML).
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