Durante muito tempo, as grandes disputas da TV brasileira aconteceram no campo das novelas, dos programas de auditório e do entretenimento.
Hoje, o cenário mudou de forma significativa.
O esporte, especialmente o futebol, transformou-se no maior e mais importante objeto de desejo. É em torno dele que se concentram os maiores investimentos, as negociações mais pegadas e as principais estratégias de mercado.
Não por acaso, cada novo campeonato ou pacote de direitos desperta uma disputa que envolve emissoras abertas, canais por assinatura e plataformas digitais.
A razão para isso é que o futebol continua sendo um dos poucos conteúdos capazes de reunir milhões de pessoas ao mesmo tempo, num hábito de consumo que praticamente desapareceu em outros gêneros. Enquanto novelas, filmes e séries podem ser assistidos a qualquer hora, o jogo, com delay ou sem delay, exige o acompanhamento ao vivo. É um conteúdo que mobiliza, repercute e ainda impulsiona audiência, publicidade e assinaturas.
A atual concorrência entre Globo, Record, SBT, CazéTV e outros players demonstra que o futebol deixou de ser apenas um atrativo da programação.
Mas se transformou também em instrumento estratégico capaz de fortalecer marcas, conquistar público e abrir caminho para novos negócios.
Mais do que nunca, quem consegue oferecer o melhor esporte também conquista visibilidade, relevância e competitividade.
Hoje, a principal disputa da televisão brasileira acontece, efetivamente, dentro dos gramados.
Agenda cheia
A CazéTV, por tudo que já tem adquirido, deve seguir com um número elevado de buscas, mesmo após a Copa do Mundo.
Muito disso por força das suas propriedades: campeonatos Espanhol, Italiano, Francês, a Premier League, além do Brasileiro. Isso dá em torno de 10 jogos nos finais de semana.
O atual cenário da TV, com toda essa força que o esporte vem alcançando, já tem efeitos bem imediatos.
O primeiro, claro, é a sempre bem-aventurada melhor situação para o mercado de trabalho. A outra, essa bem perigosa, é o risco de o preço dos direitos disparar nas alturas.
Não tem perdão
As grandes agências negociadoras de direitos, hoje em uma situação bem confortável, trabalham com valores que, para nós, são bem proibitivos.
E não é só a questão da moeda, euro ou dólar, mas da gulodice mesmo.
Todas as fichas
Já são muitas as chamadas do “SBT Cidades”, anunciando a sua estreia para 3 de agosto.
Há, e nem poderia deixar de ser, uma enorme expectativa em torno do trabalho que Rodrigo Bocardi irá apresentar, neste seu retorno à televisão. Este é um ponto…
O outro…
É que o SBT está apostando fichas muito altas neste jornal, entendendo que será, finalmente, resolvida a questão deste horário.
Não é por nada, mas as tentativas realizadas por ali só nestes últimos dois anos e pouco já vão bem longe.
Olha a lista
Desde a estreia do “Tá na Hora”, em março de 2024, com Christina Rocha e Marcão do Povo, muitos já passaram por ali.
Além dos dois, olha a continuação da lista: Márcia Dantas, Macedão da Chinelada, Bruno Peruka, José Luiz Datena, Geraldo Luís, Marco Pagetti, Darlison Dutra e Dani Brandi. Se não faltou ninguém, é quase um time de futebol.
Vale dizer
Dani Brandi vai deixar o final de tarde, começo de noite do SBT, mas seguirá na casa.
A toda e qualquer consulta, a resposta é de que ela é considerada um “patrimônio” e que não vai deixar o jornalismo diário.