A volta da Record ao futebol, primeiro com o Campeonato Paulista e o Brasileirão depois, foi uma das decisões mais acertadas da sua direção nesses últimos tempos. Não apenas por honrar as tradições, mas pelos resultados alcançados e o reposicionamento da marca no mercado de transmissões esportivas.
A questão agora é saber se esse movimento terá continuidade ou se continuará restrito ao que foi conquistado.
Ficar de fora da Copa do Mundo já representou uma oportunidade perdida. Um evento dessa dimensão, além de agregar prestígio, tem como outros fatores a favor o fortalecimento da imagem, o impulso comercial e a presença entre os grandes players do mercado. Entre terreno perdido e ausência sentida, as duas coisas.
Agora temos os direitos da Copa do Brasil começando a entrar em jogo. Globo e SBT já demonstraram interesse. A Record, como todas, também foi convidada, mas, oficialmente, ainda não tem nada definido a respeito. A sua participação ou não está em análise.
Aliás, esta é uma decisão que não pode se limitar apenas a uma competição, mas ser mais ampla e até definitiva. Resolver de vez se existe mesmo o interesse de se colocar entre os principais protagonistas das grandes transmissões ou só continuar do jeito que está, em uma posição intermediária.
Quando se trata desse mercado, não existe meio-termo. Quem decide competir tem que entrar com tudo, de forma clara, planejada e consistente. Permanecer entre a cautela, indecisão e timidez nunca levará aos melhores resultados. É aquilo que o professor Luxa sempre diz: “o medo de perder tira a vontade de ganhar”.
O esporte, e tudo o que ele significa, exige continuidade, estratégia e disposição para entrar na briga até o fim.