FMI reduz projeção do PIB do Brasil para 2,2% em 2026
Ministério da Fazenda revisou, recentemente, para baixo a projeção de crescimento do PIB para 2%. Média global do PIB deve avançar 3,1%
Por Metrópoles
· 4 min de leitura
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo as expectativas para a economia brasileira e passou a projetar crescimento de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A estimativa anterior era de 2,4%. A informação consta no relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), lançado nessa terça-feira (13/10).
O número de 2,2% apresentado pelo FMI para o crescimento da economia brasileira este ano representa uma redução, pois, em julho, o fundo acreditava em uma expansão de 2,4%. Ainda assim, é uma projeção mais otimista do que a do próprio governo. Para 2027, o FMI prevê uma desaceleração da economia em relação a 2026, com o PIB avançando 1,9%, um reco de 0,3 ponto percentual (p.p.).
Ao apresentar a projeção de desaceleração do crescimento do PIB brasileiro de 2026 para 2027, o FMI relaciona a condição à elevada taxa de juros, entre outros pontos. A taxa básica de juros da economia, a Selic, está em 13,75%.
“(Condição) refletindo condições monetárias ainda restritivas voltadas para o retorno da inflação à meta, a retirada do suporte da política fiscal e a incerteza global”, diz trecho do relatório.
O número de 2,2% apresentado pelo FMI para o crescimento da economia brasileira este ano representa uma redução, pois, em julho, o fundo acreditava em uma expansão de 2,4%. Ainda assim, é uma projeção mais otimista do que a do próprio governo. Para 2027, o FMI prevê uma desaceleração da economia em relação a 2026, com o PIB avançando 1,9%, um reco de 0,3 ponto percentual (p.p.).
Ao apresentar a projeção de desaceleração do crescimento do PIB brasileiro de 2026 para 2027, o FMI relaciona a condição à elevada taxa de juros, entre outros pontos. A taxa básica de juros da economia, a Selic, está em 13,75%.
“(Condição) refletindo condições monetárias ainda restritivas voltadas para o retorno da inflação à meta, a retirada do suporte da política fiscal e a incerteza global”, diz trecho do relatório.
O Brasil também é destacado no relatório do FMI quanto a questão das commodities. O texto cita pontualmente a questão do preço do café.
“Os preços do café subiram 8,0% após chuvas intensas no estado brasileiro de Minas Gerais atrasarem a colheita e aumentarem as preocupações com a qualidade da safra”, menciona.
PIB Mundial
“Os preços do café subiram 8,0% após chuvas intensas no estado brasileiro de Minas Gerais atrasarem a colheita e aumentarem as preocupações com a qualidade da safra”, menciona.
PIB Mundial
No cenário internacional, o FMI adotou um tom mais otimista. A previsão para o crescimento da economia global em 2026 foi elevada de 3% para 3,1%. Para 2027, a projeção varia de 3,2% para 3,4%.
Para este ano, o governo federal estima que o Brasil vai crescer 2%. O Banco Central (BC) considera um avanço de 1,8%, conforme o Relatório de Política Monetária (RPM), divulgado no último dia 24.
O crescimento projetado para o Brasil é inferior ao de outras economias emergentes. São casos como Índia (7%) e China (4,5%). O Brasil também deve crescer menos do que a média da vizinhança. América Latina e Caribe deve registrar crescimento de 2,3%, na projeção do FMI.
O crescimento projetado para o Brasil é inferior ao de outras economias emergentes. São casos como Índia (7%) e China (4,5%). O Brasil também deve crescer menos do que a média da vizinhança. América Latina e Caribe deve registrar crescimento de 2,3%, na projeção do FMI.
No entendimento do FMI, a economia global deve apresentar crescimento superior ao da média nacional, atingindo avanço de 3,1% do PIB neste ano. O índice, neste caso, é superior do que os 3% estimados em julho.
Em relação à América Latina e ao Caribe, a expectativa do FMI é de que se tenha um crescimento de 2,3% em 2026 e de 2,5% no ano seguinte. Em relação a esta região específica, o FMI reduziu as projeções, pois em julho acreditava-se em um avanço de 2,4% para 2026.
Em relação à América Latina e ao Caribe, a expectativa do FMI é de que se tenha um crescimento de 2,3% em 2026 e de 2,5% no ano seguinte. Em relação a esta região específica, o FMI reduziu as projeções, pois em julho acreditava-se em um avanço de 2,4% para 2026.
Subsídios
Embora a íntegra do relatório tenha sido divulgada nesta terça, o capítulo 2 — Navegando em um Mundo Propenso a Choques: Lições das Crises de Custo de Vida — teve as informações distribuídas na última semana.
No texto da terça-feira da semana passada (6/10), o Fundo Monetário Internacional afirmou que subsídios não são melhor forma de proteger pessoas da inflação provocada por choques de oferta.
“Transferências direcionadas e temporárias são a maneira mais eficaz e de melhor custo-benefício de proteger as famílias mais pobres quando os preços de itens básicos disparam”, informou o fundo.
No texto da terça-feira da semana passada (6/10), o Fundo Monetário Internacional afirmou que subsídios não são melhor forma de proteger pessoas da inflação provocada por choques de oferta.
“Transferências direcionadas e temporárias são a maneira mais eficaz e de melhor custo-benefício de proteger as famílias mais pobres quando os preços de itens básicos disparam”, informou o fundo.
No entendimento do FMI, transferências de renda temporárias e focadas nas questões que puxam a inflação das famílias de baixa renda para cima compõem a estratégia mais indicada para esse tipo de situação.
A análise do FMI é feita em contexto de choques de oferta. Os choques de oferta são grandes desequilíbrios entre oferta e demanda. Eles são causados por fatores com impacto de início imediato e duradouro.
A análise do FMI é feita em contexto de choques de oferta. Os choques de oferta são grandes desequilíbrios entre oferta e demanda. Eles são causados por fatores com impacto de início imediato e duradouro.
Os exemplos mais recentes são as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, mas também podemos citar a Pandemia da Covid-19.