Meta anuncia bloqueio à geração de imagens de Lula e Flávio
Empresa afirma que medida segue as regras eleitorais brasileiras e inclui comandos com o primeiro nome dos candidatos e seus números nas urnas
Por JovemPan
· 3 min de leitura
A Meta informou, nesta quarta-feira (14), que proibiu temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens deles por inteligência artificial, em “cumprimento às regras eleitorais brasileiras”. A manifestação da empresa ocorreu após uma ferramenta disponível no WhatsApp apresentar respostas diferentes a pedidos parecidos envolvendo o presidente Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência.
Em nota, a gigante da tecnologia afirmou que também adotou medidas para impedir a criação de imagens quando os comandos utilizam apenas o primeiro nome dos candidatos e seus respectivos números nas urnas.
“Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”
Nota da Meta
Em nota, a gigante da tecnologia afirmou que também adotou medidas para impedir a criação de imagens quando os comandos utilizam apenas o primeiro nome dos candidatos e seus respectivos números nas urnas.
“Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”
Nota da Meta
A polêmica começou após testes serem realizados e identificarem que a inteligência artificial recusou um pedido para criar uma bandeira verde e amarela com o nome de Lula e o número 13, mas atendeu a uma solicitação parecida com o nome de Flávio Bolsonaro e o número 22.
Os pedidos tinham estruturas semelhantes, com alterações apenas no nome e no número dos candidatos. O motivo da diferença nas respostas, no entanto, não foi identificado.
Campanha de Lula promete medidas jurídicas
Campanha de Lula promete medidas jurídicas
A resposta da ferramenta provocou reação de integrantes da campanha de Lula. Marco Aurélio Carvalho, advogado ligado à campanha do presidente e integrante do grupo Prerrogativas, acusou as grandes empresas de tecnologia, conhecidas como big techs, de interferirem na disputa eleitoral.
Em áudios enviados à Jovem Pan, Marco Aurélio afirmou que a campanha pretende tomar medidas jurídicas contra o que considera um tratamento desigual entre os candidatos.
Em áudios enviados à Jovem Pan, Marco Aurélio afirmou que a campanha pretende tomar medidas jurídicas contra o que considera um tratamento desigual entre os candidatos.
“Vamos tomar providências jurídicas. Numa democracia de dimensões continentais, como é a democracia brasileira, você tem que ganhar ou perder no voto”, disse.
O advogado também criticou a atuação das plataformas e afirmou que a campanha pretende enfrentar o que considera uma postura contrária ao petista.
“Nós vamos ganhar contra o sistema, contra as big techs, contra o ódio, contra a intolerância, contra o crime organizado, contra o conluio nos tribunais”, acrescentou.
Regras eleitorais
A discussão ocorre durante a campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. As regras eleitorais estabelecem restrições ao favorecimento ou desfavorecimento de candidaturas, inclusive por meio de ferramentas automatizadas.
A diferença identificada no teste, contudo, não permite concluir, por si só, que houve violação das normas eleitorais. Não foi possível determinar se a recusa do pedido envolvendo Lula ocorreu por causa dos mecanismos automáticos da ferramenta ou de outros fatores relacionados ao processamento da solicitação.