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Agentes de saúde são alvos da Polícia Civil por venda ilegal de Mounjaro do Paraguai

Em Brazlândia, a PCDF apura se servidoras usaram dados de terceiros em perfil comercial no Instagram para divulgar medicamentos

Por Metrópoles

· 3 min de leitura

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Agentes de saúde são alvos da Polícia Civil por venda ilegal de Mounjaro do Paraguai
Foto: Reprodução / PCDF
Policiais civis da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia) cumpriram mandados de busca e apreensão, nessa sexta-feira (16/10), em endereços vinculados a duas investigadas, ambas Agentes Comunitárias de Saúde, suspeitas de comercializar ilegalmente o medicamento Mounjaro. Nessa etapa da Operação Última Dose, as investigações apontaram que parte dos produtos vendidos teria sido adquirida no Paraguai e posteriormente destinada à comercialização no Brasil.

A investigação busca esclarecer a origem dos produtos, as circunstâncias de sua entrada no território nacional e a regularidade dos procedimentos de importação e distribuição. A eventual responsabilização dependerá da análise das características dos produtos, de sua situação regulatória e das circunstâncias em que foram adquiridos e comercializados.

Produtos vendidos no Instagram

Também foram identificados indícios do uso de dados de terceiros no cadastro de um perfil empresarial utilizado para divulgar os produtos na plataforma Instagram. A Polícia Civil apura a origem dessas informações e as circunstâncias de sua utilização, a fim de verificar eventual ocorrência de fraude ou falsa identidade, especialmente se comprovado o uso indevido de dados para obter vantagem ou ocultar a identidade dos responsáveis pela atividade.

A investigação também apura se as agentes administravam uma empresa privada de comercialização dos produtos. A Lei Complementar Distrital nº 840/2011 considera grave a participação de servidores públicos na gerência ou administração de empresas privadas, ressalvadas as exceções legais.

Nesse contexto, a investigação busca esclarecer a efetiva atuação das envolvidas na gestão empresarial, sem prejuízo de eventuais providências administrativas cabíveis.

Primeira etapa da operação

A primeira fase da Operação Última Dose foi realizada no dia 5 deste mês, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no Incra 08, em Brazlândia (DF). A diligência ocorreu no âmbito de uma investigação sobre a possível comercialização irregular de medicamentos como Mounjaro (tirzepatida), retatrutida e outros produtos destinados ao emagrecimento.

Na ocasião, foram apreendidas embalagens e canetas de medicamentos, além de um aparelho celular. Os materiais estão sendo analisados e poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos e o avanço das investigações.

Embora integrem a mesma operação policial, as duas etapas decorrem de procedimentos investigativos distintos e independentes. Até o momento, não foi identificado vínculo entre as investigadas dos dois casos, que, segundo a apuração, não se conheciam.

Alerta à população

A PCDF alerta que a aquisição e o uso de medicamentos sem garantia de procedência, autenticidade, qualidade e regularidade sanitária podem representar riscos à saúde pública. A comercialização desses produtos fora dos canais autorizados também pode comprometer a segurança dos consumidores.

As investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos, o esclarecimento da cadeia de aquisição e distribuição dos produtos e a identificação de eventuais outros envolvidos, sempre com observância do devido processo legal e da presunção de inocência.

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