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Durigan conversou com Lula e BC sobre intervenção do Tesouro nos títulos

Nesta segunda-feira (26/10), o Tesouro Nacional recomprou mais de R$ 7 bilhões em títulos após movimento do mercado financeiro

Por Metrópoles

· 2 min de leitura

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Durigan conversou com Lula e BC sobre intervenção do Tesouro nos títulos
Foto: HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta segunda-feira (26), que mantém conversas com o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, e com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, para coordenar a intervenção nos títulos públicos.

“Eu conversei com o presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] por telefone para explicar a situação. Eu falei com o Banco Central, estou falando com o Tesouro. Depois de uma eleição como a que a gente passou, é evidente que nós temos que tomar todos os cuidados”, disse em entrevista ao O Globo.

De acordo com ele, é preciso ter racionalidade neste pós eleições. Ele disse também que o BC avalia a atuação para que não cause impactos nos juros.  

“Nós precisamos ter alguma racionalidade. Eu não estou falando de controle de preço, estou falando de alguma racionalidade. Então, desde de manhã estou falando com o Banco Central, falando com o Tesouro, o Tesouro vai intervir agora para dar racionalidade, para dar liquidez. Eu não estou falando de nível, o preço vai seguir em um nível mais alto, mas eu estou falando de normalidade”, afirmou.

Durigan afirmou também que o governo deve adotar medidas para estabilizar a situação financeira do país, trabalhando de forma coordenada. O ministro avaliou que não existe nenhum tipo de chantagem por parte do mercado financeiro e nem de retaliação por parte da equipe econômica.

Reação do mercado

A instabilidade ocorre em meio às incertezas dos investidores sobre os rumos da política fiscal do próximo governo Lula.

Após a confirmação do resultado eleitoral, parte dos investidores passou a exigir taxas de juros mais elevadas para adquirir títulos da dívida pública brasileira, diante da percepção de aumento dos riscos associados ao cenário econômico.

No mercado de renda fixa, os preços dos títulos públicos apresentam uma relação inversa com as taxas de juros. Isso significa que, quando os juros exigidos pelos investidores sobem, os preços dos papéis já negociados tendem a cair.

Esse movimento pode provocar perdas para investidores que precisam vender os títulos antes do vencimento e dificultar as negociações em períodos de maior instabilidade.

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