Dólar despenca e fica abaixo de R$ 5 após 1º turno das eleições
Euforia não se limita ao dólar e ações brasileiras saltam no exterior após os resultados eleitorais; Flávio Bolsonaro e Lula se enfrentarão no segundo turno
Por CNN
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O resultado do 1° turno das eleições, com Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), gera euforia no mercado financeiro, com dólar e juros futuros despencando nas negociações, enquanto o Ibovespa futuro saltando 8% nesta segunda-feira (5).
Do lado do câmbio, o dólar abriu em forte queda, com recuo de 4,26%, sendo negociado abaixo de R$ 5. Já as taxas dos DIs abriram a sessão de segunda-feira com fortes baixas, próximas de 100 pontos-base nos contratos mais longos.
Às 9h37, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,735%, em baixa de 77 pontos-base ante o ajuste de 13,509% da sessão anterior.
A retirada de prêmios na curva era mais intensa no trecho longo -- mais suscetível à política fiscal. Isso porque Flávio é visto como um nome mais propenso a priorizar o ajuste das contas públicas, ainda que seus planos para a área não estejam claros, enquanto Lula enfrenta a desconfiança de uma parcela relevante do mercado.
O resultado das urnas também impulsiona ativos brasileiros no exterior e eleva expectativas para uma forte alta do Ibovespa na abertura do pregão.
O mercado reage ao resultado do 1º turno da corrida eleitoral, que mostrou um domínio da direita no Brasil, com avanço de partidos como o PL no Congresso Nacional. Além disso, Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na votação.
Ativos brasileiros sobem
As ações de empresas brasileiras listadas nos Estados Unidos se valorizavam no pré-mercado.
A Petrobras subia cerca de 10%, enquanto o maior banco privado da América Latina, o Itaú Unibanco, registrava alta de mais de 12%.
O banco Bradesco avançava 11% e a fabricante de aeronaves Embraer subia 6%.
As ações da empresa de comércio eletrônico e fintech Mercado Livre e do Nubank se valorizavam cerca de 6% e 10%, respectivamente.
"O desempenho (de Bolsonaro) acima do esperado e a guinada à direita no Congresso devem apoiar o Ibovespa e exercer pressão baixista sobre os rendimentos de longo prazo”, afirmou Andrés Abadia, economista-chefe para a América Latina da Pantheon Macroeconomics.
A tese do mercado
O resultado dá ao candidato do PL um nível de favoritismo no segundo turno que também não era esperado, segundo fontes ouvidas pelo CNN Money.
O entusiasmo do mercado deve prosseguir nesta segunda-feira, ajudando a bolsa e o real a subirem e jogando para baixo os juros futuros. E ele expressa uma leitura dos resultados tanto para o planalto quanto para o congresso : os investidores entenderam o avanço da direita como uma espécie de “mandar para reformas”.
Mais do que a possibilidade de troca de presidente, a expectativa é de que Flávio, se eleito, encontre condições políticas para conduzir a agenda econômica desejada pelo mercado.