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Prática obsessiva de esportes traz danos físicos e mentais, diz estudo

Prática compulsiva provoca isolamento social e leva indivíduos a treinarem mesmo quando estão doentes ou lesionados

Por CNN

· 2 min de leitura

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Prática obsessiva de esportes traz danos físicos e mentais, diz estudo
Foto: Pexels • Jari Lobo
Uma pesquisa concluiu que o vício em exercícios físicos pode causar prejuízos físicos, psicológicos e sociais. De acordo com o estudo, entre 3% e 42% dos participantes da análise apresentaram risco de vício.

Segundo a pesquisa, a diferença entre uma paixão saudável pelo esporte e a dependência nas atividades pode ser vista a partir de uma perda crescente do controle, que resulta em uma prática obsessiva e compulsiva da atividade física.

O vício também pode ser percebido quando uma pessoa continua a praticar atividades físicas mesmo estando lesionada ou doente e apresenta sintomas de abstinência e sofrimento emocional pela falta de exercícios.

O estudo indica que esses fatores podem inclusive levar a pessoa que está dependente a se isolar socialmente por sua tendência em esquecer de sua responsabilidade com amigos e familiares.

A pesquisa publicada no Journal of Behavioral Addictions, feita por pesquisadores das universidades ELTE Eötvös Loránd e Széchenyi István, na Hungria, e Flinders, na Austrália, que pode ser lida aqui, se baseia nas diferenças entre as populações e modalidades analisadas para chegarem às respostas da pesquisa, utilizando amostras pequenas e recolhidas através de questionários.

Para os resultados, os pesquisadores adotaram a EDS (Exercise Dependence Scale), que avalia sete aspectos sobre a relação da pessoa com o exercício físico: tolerância, abstinência, efeitos de intenção, falta de controle, tempo excessivo, redução de outras atividades e continuidade.

Como tratar o vício

A obsessão por exercícios físicos não é reconhecida pela medicina, mas os pesquisadores indicam que é possível realizar um conjunto de intervenções psicoterapêuticas, estratégias de reabilitação e abordagens médicas adaptadas de outros vícios para amenizar a dependência por exercícios.

Segundo o estudo, é recomendado que pessoas que se identifiquem com os “sintomas” do vício procurem realizar tratamento psicoterapêutico, tentem intervenções com medicamentos específicos para vícios como transtornos alimentares, ansiedade, depressão ou transtornos de humor.

Além disso, os pesquisadores também veem a estruturação de um treino mais moderado, sem partir diretamente da abstenção total da atividade física.

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