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Caso Ypê: MPSP pede arquivamento de investigação sobre produtos da marca

Ministério Público solicitou o arquivamento do procedimento que apurava possíveis violações de direitos do consumidor dos produtos Ypê

Por Metrópoles

· 2 min de leitura

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Caso Ypê: MPSP pede arquivamento de investigação sobre produtos da marca
Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu o arquivamento de um procedimento que investigava possíveis violações aos direitos dos consumidores dos produtos Ypê, relacionadas aos casos de contaminação de lotes de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes para roupas fabricados em uma de suas unidades no interior paulista.

O procedimento teve como ponto de partida uma conclusão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) identificar falhas no sistema de garantia e controle de qualidade por conta dos casos de contaminação. Em maio deste ano, a agência pediu que os produtos fossem recolhidos por “irregularidades de fabricação”.

A promotoria entendeu que não havia elementos suficientes para a instauração de um inquérito civil ou ajuizamento de ação contra a Ypê. Foram procuradas informações nas plataformas do Reclame Aqui e do Procon para identificar se havia algum problema generalizado.

No documento solicitando o arquivamento, o MPSP afirmou que não houve representação de algum consumidor relatando ter sido lesado nem elementos para comprovar um dano coletivo que justificasse uma ação civil pública.

O pedido foi encaminhado ao Conselho Superior do Ministério Público, que tem um prazo de até três dias para fazer a homologação. Caso apareçam mais reclamações, uma nova apuração pode surgir.

Rembre o caso Ypê

  • Em maio de 2026, a Anvisa determinou o recolhimento de produtos da marca Ypê após identificar irregularidades no processo de fabricação. A decisão suspendeu a produção, venda, distribuição e uso dos itens.

  • A medida valeu para os detergentes, sabões líquidos para roupas e desifetantes fabricados na unidade da Ypê em Amparo, no interior de São Paulo.
  • O recolhimento envolveu todos os lotes com a numeração terminada em 1.

  • Na avaliação técnica da Anvisa, os problemas eram suficientes para colocar em dúvida a segurança dos produtos.

  • Em agosto, o órgão regulatório autorizou o uso e a comercialização dos produtos da Ypê fabricados a partir de fevereiro de 2026 com lotes final 1. Os fabricados antes desta data continuaram suspensos.

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