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Operação investiga grupo colombiano suspeito de agiotagem e extorsão em Maceió em mais três cidades

O grupo oferecia empréstimos com cobrança de juros abusivos e utilizava empresas para movimentar e esconder o dinheiro

Por Redação NN1

· 2 min de leitura

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Operação investiga grupo colombiano suspeito de agiotagem e extorsão em Maceió em mais três cidades
Foto: Ascom PC/AL
A Polícia Civil de Alagoas deflagrou, nesta sexta-feira (6), a Operação Usura, que investiga um grupo de colombianos suspeito de praticar agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em quatro cidades: Maceió (AL), Campinas e Americana (SP) e João Pessoa (PB).

Segundo as investigações, o grupo oferecia empréstimos com cobrança de juros abusivos e utilizava empresas, veículos, contas bancárias de terceiros para movimentar e esconder o dinheiro. Relatórios de inteligência financeira identificaram transações milionárias, incompatíveis com o patrimônio e a renda estimada dos suspeitos.
A Polícia Civil também apura denúncias de ameaças e extorsões contra pessoas que contraíam os empréstimos. Um dos investigados é apontado como principal suspeito de um homicídio registrado na Paraíba, que teria sido motivado por uma dívida não paga.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, equipamentos eletrônicos, documentos, uma grande quantia em dinheiro e joias. O material será submetido à análise para identificar a origem dos recursos e esclarecer o envolvimento de cada investigado.


As investigações continuam com o objetivo de rastrear o dinheiro movimentado e identificar possíveis outros integrantes do esquema.

Delegados José Carlos e Lukas Nascimento falam sobre a operação:


A operação foi conduzida pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), por meio da Seção Especializada no Combate à Lavagem de Dinheiro (SECLD). As diligências em São Paulo contaram com o apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da DEIC de Campinas. Na Paraíba, a ação teve suporte da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO). A Justiça também determinou a restrição de veículos ligados aos investigados.

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