Flávio se define como um “Bolsonaro diferente” e “muito mais centrado”

A ida de Flávio Bolsonaro a um culto evangélico trata-se da primeira “agenda” pública desde que anunciou a sua pré-candidatura à Presidência

Por Metrópoles 07 de Dezembro de 2025 às 17:42
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Flávio se define como um “Bolsonaro diferente” e “muito mais centrado”
Imagem: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), participou de um culto evangélico na manhã deste domingo (07), em Brasília. Na saída do ato religioso, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) minimizou as reações negativas após o anúncio da escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse que é um “Bolsonaro diferente” e “muito mais centrado”.

O nome de Flávio foi confirmado, por ele mesmo, na última sexta-feira (05), como pré-candidato do PL à Presidência da República nas eleições de 2026. O Metrópoles revelou, na coluna de Paulo Cappelli, que o ex-mandatário, preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, havia comunicado a decisão a interlocutores e aliados próximos.

Ao ser questionado, neste domingo, sobre a resposta negativa de alguns setores a sua pré-candidatura ao Planalto, Flávio destacou que os holofotes voltados a ele será o momento da população conhecer um “Bolsonaro diferente”.

“Com essa exposição e a cobertura que vocês da imprensa vão me dar, de conhecer um Bolsonaro diferente, um Bolsonaro muito mais centrado, um Bolsonaro que conhece a política, que conhece Brasília, um Bolsonaro que realmente vai querer fazer uma pacificação nesse país, diferente do que a gente está vendo com o atual governo”, disse o senador.

Primeiro ato público como candidato

A ida de Flávio Bolsonaro ao culto evangélico trata-se da primeira “agenda” pública desde que anunciou a sua pré-candidatura à Presidência. Antes disso, ele já tinha conversado com jornalistas em São Paulo e em Brasília sobre o assunto. A decisão frustrou os caciques partidários que esperavam por uma escolha mais pragmática, como a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Do lado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a escolha animou, pois mantém o embate com o bolsonarismo.

Apesar de se colocar como pré-candidato, o senador carioca não descartou desistir da empreitada, mas que tem um “preço” para retirar seu nome da disputa ao Planalto no ano que vem. Ele disse estar disposto a negociar e citou a votação da anistia para os presos do 8 de Janeiro e que pode beneficiar seu pai.

“Olha, tem uma possibilidade de eu não ir até o fim. Eu tenho preço para isso. Eu vou negociar. Eu tenho preço para não ir até o fim. Só que eu vou falar para vocês amanhã”, declarou o senador.

Flávio deverá se encontrar com caciques partidários já na segunda-feira (8/12) após, segundo o senador, terem tempo de “digerir” a notícia. Deverão participar do encontro o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, do União Brasil, Antonio Rueda e do PP, Ciro Nogueira. O convite também foi estendido ao presidente do Republicanos, Marcos Pereira.

Datafolha

Nova pesquisa Datafolha publicada nesse sábado (6/12) mostra que o senador Flávio Bolsonaro perderia para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva num eventual segundo turno na disputa presidencial. Lula tem 51% das intenções, contra 36% de Flávio, em cenário estimulado.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre terça-feira (2/12) e quinta-feira (4/12). Foram ouvidos eleitores de 113 municípios, com maiores de 16 anos. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou menos.