O STF (Supremo Tribunal Federal) manteve, nesta sexta-feira (2), a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor de relações internacionais na gestão de Jair Bolsonaro (PL), após passar por audiência de custódia.
A audiência foi feita por videoconferência e conduzida pela juíza auxiliar do gabinete de Moraes, Flávia Martins de Carvalho.
A audiência de custódia é um procedimento padrão realizado para verificar se a prisão foi feita pelos policiais cumprindo as normas legais.
Martins foi preso preventivamente pela PF (Polícia Federal), ainda nesta sexta, por descumprir medidas cautelares.
Segundo a decisão de Moraes que determinou a prisão preventiva, Martins usou o LinkedIn mesmo depois de uma decisão que determinava o não uso de qualquer rede social.
O advogado Jeffrey Chiquini, que faz a defesa do condenado, informou que "essa é mais uma prisão sem motivo", que o cliente é alvo de perseguição e que deve recorrer da decisão.
Antes de ser preso preventivamente, Martins estava em prisão domiciliar para evitar risco de fuga. Agora, fica preso em regime fechado, na condição de preventiva.
O ex-assessor foi condenado a 21 anos de prisão pela participação na trama golpista. A ação penal, no entanto, ainda não transitou em julgado e, por isso, a pena ainda não está sendo contada.