Saiba quem assume a presidência do São Paulo se Casares for afastado

Atual presidente do São Paulo, Júlio Casares pode ser afastado do cargo nesta sexta-feira (16/1). Dirigente enfrenta pedido de impeachment

Por Metrópoles 16 de Janeiro de 2026 às 13:36
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Saiba quem assume a presidência do São Paulo se Casares for afastado
Imagem: Reprodução / Instagram / Harry Massis Júnior
O São Paulo Futebol Clube vive momento de decisão fora das quatro linhas. Nesta sexta-feira (16/1), às 18h30, acontece a votação que pode determinar o afastamento de Júlio Casares da presidência do Tricolor. Em caso de vacância do cargo, quem assume é Harry Massis Júnior.

Aos 80 anos, Massis Junior é empresário e membro do grupo político Vanguarda, que fez parte da coalizão que elegeu Casares para presidente, mas rompeu com o dirigente após os escândalos recentes envolvendo o clube.

Massis Júnior é conselheiro vitalício do São Paulo e faz parte do quadro de sócios desde 1964. Dono do Hotel Massis, em São Paulo, ele ocupa o cargo de vice-presidente do Tricolor desde 2021. O dirigente esteve presente nas delegações dos títulos da Copa Intercontinental de 1991 e 1992 como diretor-adjunto administrativo.

Votação do impeachment de Casares

A votação será dividida em duas partes. A primeira é realizada com a participação dos conselheiros. Caso Casares receba 75% dos votos (192 votos ou mais, dos 255 conselheiros), ele será afastado até a segunda metade do processo: a assembleia-geral.

Caso o afastamento de Casares seja aprovado pelo Conselho, será convocada uma assembleia-geral de sócios do clube em até 30 dias após a votação. Nesta instância, é necessário apenas que a maioria simples dos votantes definam o futuro do presidente do São Paulo.

Nesta fase, os sócios do clube votam para a destituição em definitivo ou não de Casares do cargo. Caso o número de votos necessários a favor do impeachment seja alcançado, ele deixará a cadeira de presidente do São Paulo.

Crise no São Paulo

O pedido de impeachment contra Casares acontece após denúncias envolvendo o dirigente são-paulino. Além disso, o clube enfrenta crise política sem precedentes, iniciada com a comercialização irregular de camarotes do estádio do MorumBis durante shows.

Em reunião no dia 6 de janeiro, o Conselho Consultivo do São Paulo se posicionou contra o impeachment de Casares. No entanto, a palavra final para o andamento do pedido de afastamento é do Conselho Deliberativo.