Moraes arquiva investigação contra delegados por blitze da PRF em 2022
Ministro alegou falta de provas para dois deles; outros quatro já haviam sido condenados pelo mesmo caso no processo da trama golpista
Por CNN Brasil
22 de Janeiro de 2026 às 16:23
Imagem: Polícia Rodoviária Federal (PRF) • Polícia Rodoviária Federal
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu arquivar, nesta quinta-feira (22), as investigações contra delegados da PF (Polícia Federal) acusados de tentar impedir o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições de 2022.
Em relação a dois desses delegados, Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira, Moraes considerou que a Polícia Federal não apresentou indícios mínimos de que houve crime. A corporação havia indiciado ambos em agosto de 2024.
"[Não há nesta petição] nenhum indício real de fato típico praticado pelos requeridos ou qualquer indicação dos meios que estes teriam empregado em relação às condutas objeto de investigação, ou ainda, o malefício que produziram, os motivos que os determinaram, o lugar onde a praticou, o tempo ou qualquer outra informação relevante que justifique a instauração de inquérito ou de qualquer investigação", afirmou Moraes na decisão.
Em relação a dois desses delegados, Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira, Moraes considerou que a Polícia Federal não apresentou indícios mínimos de que houve crime. A corporação havia indiciado ambos em agosto de 2024.
"[Não há nesta petição] nenhum indício real de fato típico praticado pelos requeridos ou qualquer indicação dos meios que estes teriam empregado em relação às condutas objeto de investigação, ou ainda, o malefício que produziram, os motivos que os determinaram, o lugar onde a praticou, o tempo ou qualquer outra informação relevante que justifique a instauração de inquérito ou de qualquer investigação", afirmou Moraes na decisão.
O arquivamento do caso contra os dois delegados também havia sido pedido pela PGR (Procuradoria-Geral da República), que alegou ausência de provas.
Na mesma petição, eram investigados os delegados, Silvinei Vasques (ex-diretor-geral da PRF); Anderson Torres (ex-ministro da Justiça) e Marília Ferreira de Alencar.
O caso contra eles também foi arquivado por determinação de Moraes. Isso porque os três já foram condenados pela Primeira Turma do STF no julgamento da trama golpista e um réu não pode ser condenado duas vezes pelo mesmo crime no mesmo caso.
Fernando de Souza Oliveira também já havia sido julgado pelo STF no âmbito dos processos sobre a trama golpista e foi um dos absolvidos. Por isso, essa outra investigação contra ele foi arquivada nesta quinta-feira.
Fernando de Souza Oliveira também já havia sido julgado pelo STF no âmbito dos processos sobre a trama golpista e foi um dos absolvidos. Por isso, essa outra investigação contra ele foi arquivada nesta quinta-feira.
Em 2025, as blitze da PRF (Polícia Rodoviária Federal) realizadas no segundo turno da eleição presidencial de 2022, foram incluídas na denúncia da PGR sobre a tentativa de golpe de Estado, deixando de ser analisada como um caso separado.
No segundo turno, mais de 2 mil ônibus foram parados no Nordeste em bloqueios da PRF. A região concentrava maior vantagem eleitoral para o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Jair Bolsonaro (PL).
Segundo a denúncia da PGR, com base em documentos e mensagens trocadas entre os investigados, um plano foi montado para que os bloqueios fossem realizados nas cidades onde Lula havia obtido mais de 75% dos votos no primeiro turno.
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