Preço do petróleo dispara em meio a guerra no Oriente Médio

Futuros do tipo Brent e WTI chegaram a ultrapassar os US$ 110 por barril; guerra no Oriente Médio escala para fase com foco em energia

Por CNN 09 de Março de 2026 às 09:24
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Preço do petróleo dispara em meio a guerra no Oriente Médio
Imagem: REUTERS/Angus Mordant
Os preços do petróleo dispararam na noite deste domingo (8), após ataques de Irã e Israel atingirem plataformas estratégicas dos dois países. Por volta das 19h30 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo tipo Brent e do tipo WTI para maio subiam quase 20% e ultrapassavam os US$ 110 por barril.

A intensificação das ofensivas contra infraestruturas como refinarias e instalações de óleo e gás é parte de uma nova fase da guerra no Oriente Médio, na qual o objetivo é interromper o fornecimento de energia dos inimigos.

No sábado (7), o exército israelense confirmou ter atacado contra depósitos de petróleo em Teerã. O local era usado para a distribuição de combustível “para diversos consumidores, incluindo entidades militares no Irã”, disse uma fonte de Israel à CNN.

Em retaliação, a  Guarda Revolucionária do Irã afirmou horas depois ter atingido a refinaria de petróleo israelense de Haifa, uma das mais importantes do país.


Além dos ataques recentes a plataformas de petróleo, o mercado da commodity foi impactado pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Na quinta (5), o Irã informou que o local não está mais aberto para navios dos Estados Unidos, de Israel, da Europa e de outros aliados ocidentais.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo. Por ali passa cerca de 20% do petróleo global, cerca de 20 milhões de barris diários.


Dados recentes indicam que o número de navios transitando pelo estreito caiu mais de 90% em relação ao fluxo normal, com centenas de petroleiros parados no Golfo Pérsico aguardando condições de segurança ou cobertura de seguro para navegar.


O que está acontecendo no Oriente Médio?


Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

A mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista".

Neste domingo, o Irã anunciou Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, como novo líder supremo do país. Trump disse anteriormente que considera a escolha "inaceitável" e que se o próximo líder supremo "levar guerra" ele "não vai durar muito".