Elefante-marinho que está na costa alagoana está sendo monitorado

Os médicos veterinários alertam para que as pessoas não se aproximem do animal

Por Redação NN1 com Ascom IMA 18 de Março de 2026 às 09:22
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Elefante-marinho que está na costa alagoana está sendo monitorado
Imagem: Ascom IMA/AL
Técnicos do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) integram o grupo de monitoramento do elefante-marinho (Mirounga leonina), que está, desde o dia 11 de março, na costa alagoana. O primeiro avistamento se deu por populares no município de Barra de Santo Antônio, na praia de Carro Quebrado. Até esta terça-feira (17), o animal já percorreu aproximadamente 20 quilômetros e está em Paripueira.

A espécie é extremamente sensível. De acordo com as análises dos técnicos, o elefante-marinho mede aproximadamente 2 metros e pesa cerca de meia tonelada, tratando-se de um indivíduo jovem. É muito importante que as pessoas não o perturbem.

A médica veterinária e Consultora do IMA /AL, Ana Cecília, ressalta que ele está em processo de muda de pele e pelos. “Quando os mamíferos marinhos passam por esse período, tendem a ficar mais letárgicos e debilitados, pois há uma demanda metabólica maior e um gasto energético elevado. Por isso, vêm para a costa descansar por cerca de um mês, até recuperarem suas condições e retomarem sua rota”, disse.

Outro ponto importante destacado pelos médicos veterinários do Instituto é que o animal não está perdido, encalhado ou com fome, mas sim em um processo natural da espécie.

“Caso você encontre esse animal, não tente tocá-lo nem oferecer alimento. Isso só vai causar mais estresse e prejudicar a muda que ocorre naturalmente nesse ambiente”, explicou o médico veterinário e Consultor do IMA/AL, Gabriel Marques. Ele acrescentou, ainda, que a distância deve ser respeitada.


 Caso avistado, a recomendação é manter de 20 a 30 metros de distância. A aproximação pode gerar multa que varia de R$ 2.500 a R$ 5 mil. Também há risco de transmissão de doenças, como a gripe aviária e outras infecções, podendo afetar tanto as pessoas quanto seus familiares.

O grupo de monitoramento é formado por médicos veterinários e biólogos. Os trabalhos são coordenados pelo Instituto Biota, Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).