O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que "uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada", referindo-se ao Irã, à medida que o prazo final para o país fechar um acordo com os EUA e reabrir o Estreito de Ormuz se aproxima.
"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. [...] Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!", escreveu ele na rede Truth Social.
O prazo final estabelecido por Trump, para que o Irã feche um acordo e abra o Estreito de Ormuz — ou será fortemente bombardeado e enfrentará o “inferno” — está se esgotando.
O presidente americano definiu as 20h (horário do leste dos EUA), 21h em Brasília, desta terça-feira (7), (3h30 da manhã de quarta-feira (8), horário de Teerã), como o prazo final para um acordo.
No entanto, ele já fez ultimatos semelhantes em diversas ocasiões nas últimas semanas, adiando o prazo a cada vez. E a ameaça é altamente controversa, com muitos apontando que atacar infraestrutura civil configura crime de guerra.
Relembre o que Trump disse
O presidente estabeleceu o prazo em uma publicação na rede Truth Social no domingo (5), após divulgar uma mensagem repleta de palavrões, renovando as ameaças de bombardear infraestruturas iranianas importantes caso Teerã não abra o Estreito de Ormuz – um ponto de estrangulamento crucial no comércio global de energia.
Falando novamente na segunda-feira (6), Trump afirmou que os EUA têm um plano segundo o qual todas as pontes e usinas de energia do Irã poderiam ser destruídas até a meia-noite desta terça-feira. "Quero dizer, demolição completa até meia-noite", disse o líder americano.
Ele já havia ameaçado atingir outras infraestruturas iranianas, incluindo poços de petróleo e usinas de dessalinização de água.
Resposta do Irã
Até o momento, Teerã respondeu publicamente com desafio, com um comandante militar classificando as ameaças de Trump como “infundadas” e “delirantes” nesta terça-feira.
“Se os ataques contra alvos não civis se repetirem, nossa resposta retaliatória será muito mais enérgica e em uma escala muito maior”, alertou Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, utilizado pelas forças armadas iranianas.
Na segunda-feira, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã instou os americanos a responsabilizarem seu governo pelo que descreveu como uma "guerra injusta e agressiva" contra o Irã.