O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, anunciou, nesta sexta-feira (17), que as autoridades da República Islâmica decidiram abrir “totalmente” o Estreito de Ormuz à navegação comercial durante a trégua no Oriente Médio.
“Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, declara-se totalmente aberta a passagem de todos os navios mercantes pelo Estreito de Ormuz durante o restante período do cessar-fogo”, afirmou o ministro das Relações Exteriores em uma mensagem nas redes sociais, na qual indicou que os navios seguirão a rota “coordenada e já anunciada” com a Organização Portuária e Marítima do Irã.
Araqchi, no entanto, não deixou claro a qual acordo se referia à pausa de dez dias firmada entre Israel e o grupo libanês Hezbollah, que entrou em vigor na noite de quinta-feira (16), ou à suspensão das hostilidades entre os Estados Unidos e o próprio Irã, que termina teoricamente em 22 de abril.
A reabertura do Estreito de Ormuz é um importante passo dado em direção ao fim da guerra, pois essa é uma das principais reivindicações dos Estados Unidos nas negociações entre as duas partes.
Repercussão
O presidente dos EUA, Donald Trump, repercutiu o anúncio da abertura do Estreito de Ormuz, em publicação na Truth Social, nesta sexta-feira.
Na postagem, o mandatário americano chamou a importante rota marítima de “Estreito do Irã”, após sinalizar em ocasiões anteriores que o local poderia ser controlado por Washington. “O Irã acaba de anunciar que o Estreito do Irã está totalmente aberto e pronto para a navegação. Obrigado!”, escreveu.