O CRB fechou a temporada de 2025 com déficit de R$ 1,31 milhão, segundo o balanço oficial divulgado pela diretoria na quinta-feira (30). Os números confirmam um cenário de margem apertada, com receitas relevantes, porém insuficientes para cobrir o alto custo do futebol profissional.
A demonstração financeira aponta que o CRB teve receitas totais na casa dos R$ 47,4 milhões, enquanto as despesas ultrapassaram R$ 48,7 milhões.
No relátorio, o CRB explicou as receitas que conseguiu com a negociação de jogadores.
- Em 2025, o CRB registrou R$ 2,64 milhões em receitas com negociações de atletas, sendo R$ 1,67 milhão em vendas e R$ 965 mil em empréstimos. Destaque para a negociação de Anselmo Ramon com o Goiás, no valor total de R$ 1,13 milhão, com R$ 1 milhão recebidos ainda em 2025. A operação incluiu o custeio dos salários de Breno Herculano por 10 meses e a cessão de 100% dos seus direitos, criando a possibilidade de nova negociação em 2026. Também contribuíram as negociações de Lucas Falcão (R$ 559 mil) e Gustavo Henrique (R$ 200 mil), além de empréstimos como os de Hereda e Léo Pereira. Os números mostram a evolução do clube na gestão de ativos esportivos e na geração de valor a partir do elenco - informou o relatório.
O CRB comemorou ainda a evolução das receitas com o plano de sócios.
- O programa Sócio Torcedor Galo Fiel apresenta crescimento consistente ao longo dos últimos anos, consolidando-se como uma importante fonte de receita e de engajamento com a Nação Regatiana.
Em 2025, o Clube de Regatas Brasil ultrapassou a marca de R$ 2,6 milhões em arrecadação com o programa. Já em 2026, após a reformulação dos planos, o clube atingiu a marca de 15 mil associados, um feito histórico entre os clubes de Alagoas - destacou a diretoria no relatório.
O futebol profissional concentrou a maior parte dos gastos, com R$ 42,2 milhões, cerca de 86,7% das despesas totais. Nesse bloco, a folha salarial (incluindo encargos e direitos de imagem) respondeu sozinha por aproximadamente R$ 26,9 milhões. Outros custos relevantes incluem pagamento de empréstimo de atletas (R$ 2,5 milhões), comissões para agentes (R$ 1,8 milhão) e despesas com direitos de arena e logística.
Além disso, o balanço detalha despesas complementares que ajudam a compor o cenário deficitário. Premiações somaram cerca de R$ 3,7 milhões, enquanto gastos com jogos, concentração e arbitragem também aparecem como componentes operacionais recorrentes.
Fora do futebol principal, o CRB ainda registrou despesas com categorias de base (cerca de R$ 1,07 milhão), futebol feminino (R$ 30 mil), tributos (R$ 175 mil) e despesas financeiras, incluindo juros e tarifas bancárias, que ultrapassaram R$ 80 mil.
Do lado das receitas, o CRB mantém forte dependência de competições e desempenho esportivo. Direitos do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa do Nordeste, além de bilheteria e sócio-torcedor, formam a base do faturamento. As receitas com patrocínios, marketing e emendas parlamentares também têm papel relevante, na casa de R$ 14,4 milhões, mas ainda não cobrem integralmente o custo elevado da estrutura do futebol.
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