O réu Albino Santos de Lima, que ficou conhecido como o “serial killer de Maceió”, foi condenado a 29 anos e um dia de reclusão, em regime fechado, pelo assassinato de José Ildo Silva Filho, crime cometido no dia 8 de janeiro de 2024, no bairro Ponta Grossa, em Maceió. A atuação firme do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), que foi representado pelo promotor de Justiça Thiago Riff no tribunal do júri, nesta sexta-feira (15), resultou em mais uma condenação para o réu.
O Conselho de Sentença também reconheceu os termos requeridos pelo MPAL de homicídio qualificado com três qualificadoras: crime cometido por motivo torpe, uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e perigo comum, o que contribuiu para acréscimo no tempo da pena.
O homicídio de José Ildo Siqueira Silva Filho ocorreu por volta das 18h, em via pública, na Rua Messias de Gusmão, na Ponta Grossa, em Maceió. A vítima foi morta por disparos de arma de fogo e tinha à época 24 anos de idade.
De acordo com o MPAL, consta nos autos e foi reconhecido pelo Conselho de Sentença em plenário, que o réu Albino teria matado José Ildo porque mantinha interesse pela namorada da vítima, uma adolescente menor de idade, que nunca deu nenhuma demonstração de interesse por Albino. Em sua sustentação, o promotor de Justiça apontou que a jovem possui semelhanças físicas com outras vítimas do acusado.
Ainda de acordo com o MPAL, em depoimento durante o júri, Albino disse que quem assassinou José Ildo foi o arcanjo Miguel, uma entidade que se apossava de seu corpo para “fazer justiça”. Albino disse também que havia sido assaltado por José Ildo, meses antes, e que o crime tinha, portanto, um caráter de vingança. Esse assalto, porém, nunca ficou comprovado e nem chegou a ser registrado na Polícia na época.
Por sua vez, o advogado de Albino, durante a sustentação, disse que ele é louco, que quem deveria ser julgado e condenado era o próprio arcanjo Miguel, e não o seu cliente. A tese dele, porém, não foi aceita pelo Conselho de Sentença.
Com a condenação desta sexta-feira (15) e outras sete condenações em júris anteriores, a pena somada de Albino Santos de Lima chega a 203 anos de prisão. Ele ainda responde por outros assassinatos e deverá sentar no banco dos réus mais vezes.