Imagem: Tio do policial civil Yago Gomes Pereira - Foto: Reprodução NN Play
O pai e o tio do policial civil Yago Gomes Pereira, de 33 anos, compareceram na manhã desta quarta-feira (20), no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, Agreste de Alagoas, para acompanharem os procedimentos de liberação do corpo.
Yago Gomes e o colega, o policial civil Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, foram mortos a tiros, na madrugada desta quarta-feira, dentro de uma viatura descaracterizada da 1º Delegacia Regional de Polícia (1º DRP), em um dos trechos da Avenida Floriano Peixoto, no Centro de Delmiro Gouveia, Sertão de Alagoas.
O autor dos disparos, o também policial civil Gildate Góes Moraes Sobrinho, de 61 anos, foi preso horas após o crime, dormindo, na residência de uma mulher, também em Delmiro.
A primeira versão foi que Gildate teria tido um surto psicótico ao acordar, no banco de trás do veículo e atirado nos colegas e em seguida saiu sozinho, caminhando pelas ruas, conforme imagens de câmeras de segurança.
Porém, essa hipótese ficou fragilizada após Gildate confessar em depoimento que antes do crime ele e os colegas teriam consumido bebida alcoólica.
Segundo revelou o delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Eduardo Mero, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, na terça-feira (19), os três policiais teriam ido até a cidade de Olho d’Água das Flores, onde deveriam cumprir um mandado de prisão civil de um homem acusado de não pagar pensão alimentícia. Mas, ao chegarem no endereço do alvo do mandado teriam sido informados que o homem havia se mudado para Piranhas, para onde os policiais foram e ao chegarem à cidade, foram informados de que o mandado já havia expirado, uma vez que o pagamento da pensão alimentícia tinha sido efetuado.
O delegado também afirmou que na sequência, os policiais seguiram para o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Piranhas para registrar a ocorrência e depois, permaneceram na cidade onde foram jantar, seguindo logo após para outro estabelecimento onde teriam consumido bebida alcoólica.
Enquanto a família aguardava a liberação do corpo de Yago, que estava na Polícia Civil há cerca de três anos, era casado e deixou uma filha pequena, o pai do policial, o servidor público Pedro Pereira, conversou com a reportagem do Comando91, da RÁDIO NN1 (90,5 FM). O pai não acredita na versão do assassino e afirma, após observar o corpo do sobrinho, que o policial foi vítima de execução:
O tio do policial Yago, que é delegado da Polícia Civil de Sergipe, também esteve no IML. Luciano Cardoso, destaca as qualidades do sobrinho morto e chama a atenção para a versão do policial, que alegou surto psicótico:
O delegado questiona a versão do suspeito e cita que “tiro na têmpora, é sinal de execução”. Luciano Cardoso reforça que o sobrinho foi executado, de maneira covarde:
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) informou que já acompanha as investigações sobre o duplo homicídio dos policiais, através da 1ª Promotoria de Justiça da cidade.
Em nota, o MPAL confirmou que o promotor de Justiça Dênis Guimarães esteve pessoalmente na 1º DRP, para acompanhar as primeiras diligências e manter contato com os delegados responsáveis pelo caso. O MP também confirmou que conseguiu durante a audiência de custódia converter a prisão em flagrante do suspeito em preventiva.
Já a direção da Polícia Civil anunciou que as mortes serão investigadas por uma comissão de delegados, coordenada pelo diretor do Departamento de Homicídios, delegado Sidney Tenório, pelo coordenador de Homicídios do Interior, delegado Flávio Dutra, além do delegado responsável pela área onde o crime ocorreu.
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