O réu José Afrízio da Silva, de 46 anos, foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da adolescente Josefa Cristina, à época com 14 anos, brutalmente esfaqueada enquanto dormia. O crime aconteceu no dia 2 de outubro de 2010, na cidade de Cacimbinhas, e chocou a população local. O júri aconteceu nessa quarta-feira (20). José Afrízio matou a adolescente achando que se tratava do irmão da vítima, que havia lhe cobrado uma dívida de R$ 20,00.
De acordo com os autos do processo, 15 dias antes do crime, o irmão da menina teria cobrado uma dívida de R$ 20,00 ao réu, o que teria lhe deixado enraivecido e gerado uma discussão entre eles. No dia do fato, pela manhã, ele teria sido abordado mais uma vez pelo mesmo motivo. Revoltado, planejou o crime e, por volta das 23h, invadiu a casa da vítima, localizada no Povoado Minador Lúcio, zona rural daquele município de Cacimbinhas, entrou no quarto de Josefa Cristina que estava completamente coberta e começou a desferir os golpes de faca, acreditando que estaria acertando o seu alvo, no caso, o irmão dela que dormia em outro quarto.
Ainda de acordo com os autos, os pais da vítima acordaram assustados por terem ouvido alguns gemidos e deduzido que seria o filho passando mal, no entanto, na sala se depararam com o criminoso, entraram em luta corporal com o mesmo, conseguindo, ainda, arrancar os sapatos e a camisa dele. No entanto, o criminoso conseguiu fugir.
O casal correu para o quarto do filho e percebeu que ele dormindo, enquanto avistou a menina agonizando do lado de fora, conforme consta nos autos. A vítima foi levada para o Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca, onde faleceu.
De acordo com o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), que atuou na acusação, um ponto importante e crucial, além do depoimento da mãe da vítima, foi a esposa do acusado confirmar que a roupa e os calçados apresentados eram os que o réu usava no dia do crime.
A atuação do MPAL foi fundamental para garantir a condenação do réu por homicídio qualificado, por motivo fútil, recurso que impediu a defesa da vítima.