O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (15) em queda. Às 10h35, ele recuava 0,65% frente ao real, cotado a R$ 5,02. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), abriu em alta. No mesmo horário, o indicador subia 1,51%, aos 173,7 mil pontos.
O comportamento otimista dos mercados é resultado da perspectiva de conclusão de um acordo entre Estados Unidos e Irã, em discussões que avançaram no fim de semana e podem resultar no maior avanço diplomático desde o início do confronto no Oriente Médio, em 28 de fevereiro.
No domingo, as notícias sobre as negociações entre os dois países, animaram os investidores, notadamente diante da possibilidade de reabertura total do Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um quinto da produção mundial de petróleo.
A partir dessa perspectiva, o preço da commodity voltou a cair no mercado mundial. Às 9h15, o barril do tipo Brent, a referência internacional, recuava 4,91%, a US$ 83,04. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, baixava 5,44%, a US$ 80,26 por barril.
Bolsas globais
A redução do petróleo provocou um efeito cascata — e benfazejo — nos mercados. As bolsas globais animaram-se. Por volta das 11 horas, o índice europeu Stoxx 50 subia 0,87%. O DAX, de Frankfurt, e o CAC 40, de Paris, avançavam, respectivamente, 1,20% e 0,60%. A exceção ficou com o FTSE 100, de Londres, que recuava 0,32%.
Em Wall Street, no mesmo horário, a alta era generalizada e bastante firme. Ela atingia 1,58%, no S&P 500; 1,14%, no Dow Jones; e de 2,46%, no Nasdaq, que concentra ações de empresas do setor de tecnologia.
Petrobras
No Ibovespa, apesar do avanço do índice, as ações de empresas cuja atividade está ligada ao petróleo estão despencando. A preferenciais da Petrobras, que não dão direito a voto em assembleias, caía mais de 4% na manhã desta segunda-feira. Os papéis da PRIO recuavam pouco mais de 5%.
Juros
Além disso, houve alívio em torno das preocupações inflacionárias despertadas pela guerra. Isso resultou numa distensão em torno das decisões sobre juros, que serão tomadas pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano) e o Banco Central (BC) do Brasil, nesta “superquarta” (17/6). Os juros futuros, nesse cenário, caíram ao longo da manhã.