A apreensão de uma arma atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante blitz, em Brasília, levantou dúvidas no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o cumprimento da prisão domiciliar do político.
O ministro Alexandre de Moraes espera para esta quarta-feira (17) explicações da defesa do ex-presidente sobre o caso. Se a resposta não for satisfatória, a domiciliar de Bolsonaro pode não ser prorrogada.
Jair Bolsonaro teve sua prisão domiciliar decretada por Moraes em março. O prazo de 90 dias para a domiciliar se encerra no próximo dia 25.
A avaliação no Supremo era que a domiciliar de Bolsonaro vinha sendo cumprida sem intercorrências. O próprio ministro-relator vinha avaliando manter Bolsonaro com a prisão especial por mais três meses.
A arma encontrada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), porém, levantou dúvidas no gabinete do ministro sobre o cumprimento das medidas cautelares.
Moraes pediu esclarecimentos sobre as razões pelas quais Bolsonaro solicitou o conserto de sua arma às vésperas do fim do prazo de sua domiciliar.
Ele também quer que a Polícia Militar do DF esclareça se as restrições impostas pelo Supremo vêm sendo seguidas, como a revista nos carros que saem da residência de Bolsonaro e se os celulares dos agentes do GSI ficam do lado de fora da casa do ex-presidente.
A arma foi apreendida durante um blitz da Polícia Militar em Taguatinga, bairro de Brasília.
Um sargento do Exército cedido ao GSI conduzia o carro quando foi abordado pelos policiais. A pistola estava no assoalho do carro.
De início, o sargento disse que a arma era sua. Depois, informou que era de Bolsonaro. A pistola foi entregue pelo ex-presidente na segunda-feira (15) após identificar uma pane, e seria devolvida consertada na terça (16).