Policiais do 3º Batalhão da Polícia Militar (3º BPM), em Arapiraca, no Agreste alagoano, estão sendo acusados de agressões e torturas contra um grupo de jovens.
A ocorrência teria acontecido durante o último dia 12, enquanto as vítimas comemoravam o Dia dos Namorados, em um dos bairros de Arapiraca.
Ediley Lisboa Santos, 24anos; a namorada, de 17 anos e o amigo, também de 17 anos, teriam sido surpreendidos com a chegada de várias guarnições da PM.
Conformem versão das vítimas, os militares teriam inicialmente começado uma revista individual nos jovens e em seguida exigido que Ediley “destravasse” seu aparelho celular. O jovem afirma que indagou aos policiais que “não iria passar a senha do celular porque nele haviam intimidades dele e da esposa”.
A negativa, teria dado início a uma série de agressões. A companheira do jovem, usando o próprio celular, começou a filmar e pedir para “largarem” o marido e teria sido agredida a socos pelos policiais.
Ediley e o amigo foram colocados a força dentro de uma viatura da PM e levados para um local distante, onde novamente os policiais exigiram a senha do celular e novamente Ediley não aceitou “destravar” o aparelho.
Os dois amigos foram torturados pelas guarnições que colocaram a cabeça de um deles dentro de um balde com cal. O celular de Ediley foi jogado por um dos militares em uma fogueira.
Os dois amigos foram levados para o Hospital de Emergência do Agreste, onde lá os policiais são acusados de forjarem o conteúdo de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
As vítimas, que fizeram exames de corpo e delito no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, fizeram um Boletim de Ocorrência (BO) na Polícia Civil e pedem Justiça.
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