Sikêra Jr. é condenado por falas discriminatórias contra gays e população trans
O caso aconteceu em junho de 2021, quando Sikêra Jr. chamou gays de "raça desgraçada" por causa de um comercial da rede de fast food Burger King que exaltava a diversidade
Por Folhapress
30 de Janeiro de 2026 às 11:40
Imagem: Reprodução
A Justiça Federal condenou o apresentador Sikêra Jr. a pagar multas e a prestar serviços comunitários por ele ter proferido falas discriminatórias contra a população LGBTQIA+ em um programa de televisão. Ainda cabe recurso à decisão.
O caso aconteceu em junho de 2021, quando Sikêra Jr. chamou gays de "raça desgraçada" por causa de um comercial da rede de fast food Burger King que exaltava a diversidade.
"Vocês são nojentos. A gente está calado, engolindo essa raça desgraçada, mas vai chegar um momento que vamos ter que fazer um barulho maior. Deixa a criança crescer, brincar, descobrir por ela mesma. O comercial é podre, nojento. Isso não é conversa para criança", afirmou ele no programa Alerta Nacional, atração que comandou na RedeTV! até 2023.
A defesa do apresentador afirma que ele estava exercendo o seu direito à liberdade de expressão e que não tinha a intenção de ofender. Além disso, afirma que as críticas não eram direcionadas à população LGBTQIA+, mas sim ao Burger King e à agência de publicidade que elaborou a campanha.
A Justiça, porém, entendeu que essas falas "extrapolam a crítica a um conteúdo publicitário específico e incidem em ofensas à dignidade de grupo social vulnerável".
Por isso, decidiu condená-lo a três anos e seis meses de prisão, pena que foi convertida em prestação de serviços comunitários. Além disso, o apresentador terá que pagar multa no valor de 50 salários mínimos, valor que deve ser direcionado a instituições que protegem a comunidade LGBTQIA+.
A denúncia que resultou na condenação foi ajuizada pelo Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul. Na ação, o órgão argumentou que Sikêra Jr extrapolou a liberdade de expressão ao proferir expressões ofensivas.
Para a instituição, as falas do apresentador estimulam a discriminação contra pessoas LGBTQIA+, prática que foi equiparada ao crime de racismo pelo Supremo Tribunal Federal em 2019.
Últimas notícias
VÍDEO - Itamar Schülle garante que vai dar continuidade aos sonhos do ASA
Arapiraca inicia aplicação de anticorpo para prevenção de bronquiolite em bebês
Após ver filha sofrer acidente fatal de moto, PM tira a própria vida, no Distrito Federal
Caixa antecipa Bolsa Família e renegocia crédito a vítimas de enchente
Caminhão que transportava livros tomba na BR-101, entre Messias e Flexeiras
Detran Alagoas oferta 300 vagas extras para exames práticos em Maceió
SUS inicia teleatendimento gratuito para quem tem compulsão por bets
Jovem é assassinado dentro de casa por um 'amigo', na zona rural de Craíbas