Anuncie aqui

Hospital Regional de Arapiraca é condenado a indenizar famílias por troca de bebês

Em caso de descumprimento, o hospital estará sujeito a multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 100 mil

Por Ascom MPAL

· 3 min de leitura

Compartilhar

Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X
Hospital Regional de Arapiraca é condenado a indenizar famílias por troca de bebês
Foto: Ascom MPAL
O caso repercutiu em todo estado, o reparo emocional é algo indescritível e que pode não ocorrer, mas o que o Ministério Público de Alagoas MPAL), por meio da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude de Arapiraca, queria era a responsabilização do Hospital Regional Nossa Senhora do Bom Conselho em relação a troca de dois bebês, ocorrida em 2022, na mencionada unidade de saúde, e que modificou a vida das famílias com desgastes psicológicos e luta na Justiça. Nesta quinta-feira (15), porém, a 1ª Vara da Comarca deu a sentença e prazo de 60 dias para a direção adotar as providências, bem como estipulou o valor de R$ 210 mil em indenizações, sendo R$ 180 mil para as famílias afetadas e R$ 30 mil por danos morais coletivos. Em caso de descumprimento, o hospital estará sujeito a multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 100 mil.

A promotora de Justiça da Infância e da Juventude, Viviane Farias, afirma que a sentença não é somente uma reprimenda, mas um exemplo para todas as unidades hospitalares que têm maternidade e que, obrigatoriamente, precisam ser responsáveis.

“A decisão proferida mediante ação ajuizada pelo Ministério Público é uma vitória não somente para as famílias, mas para a sociedade. O hospital teve regras impostas, terá que cumpri-las, e acreditamos que tenha servido de lição, até porque o caso promoveu sofrimento às duas famílias, às crianças que já tinham criado um vínculo afetivo. É preciso que os profissionais sejam mais comprometidos e que haja um cuidado especial, pois a negligência, muitas vezes, pode ser irreversível”, destaca.

Sentença

Para evitar que o descaso se repita, a Justiça determinou que o Hospital Regional Nossa Senhora do Bom Conselho adote protocolos para reforçar a identificação e a segurança de recém-nascidos.

Além das indenizações, pelas regras impostas, cada bebê, ainda na sala de parto e antes de ser separado da mãe, deverá receber uma pulseira de identificação com os dados da genitora. O hospital também terá de registrar as impressões plantar e digital da criança e a impressão digital materna.

O caso

Em 2022 dois bebês foram trocados na maternidade do referido hospital, porém a confirmação só aconteceu em 2024, quando uma das mães notou a semelhança entre seu filho e a criança da outra família. O Ministério Público de Alagoas informado sobre a possível troca, pediu à Polícia Civil que instaurasse inquérito e foi iniciada a investigação. Após exames de DNA, a troca foi atestada e o órgão ministerial ajuizou ação pedindo condenação do hospital e indenização para as duas famílias pelos danos morais.

A suspeita foi levantada quando uma das mães, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, notou semelhança de uma criança com seus filhos.

Compartilhar

Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X