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Filipe Barros e Deltan Dallagnol são eleitos senadores pelo Paraná

Barros trocará de Casa no Congresso. Deltan vence após disputar a eleição com a campanha suspensa e candidatura em análise pelo TSE

Por Metrópoles

· 4 min de leitura

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Filipe Barros e Deltan Dallagnol são eleitos senadores pelo Paraná
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados; Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
O Paraná elegeu neste domingo (4/10) o deputado federal Filipe Barros (PL) e o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo) para as duas vagas em disputa no Senado.

Os dois disputaram a eleição na mesma aliança. Filipe e Deltan integraram a chapa encabeçada por Sergio Moro (PL) ao governo do Paraná e chegaram à campanha como os dois nomes do grupo para o Senado.

A vitória de Deltan nas urnas, porém, não encerra a disputa sobre sua candidatura. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferiu o registro do candidato, mas a decisão foi contestada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na noite de sábado (3/10), o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu o registro e determinou que os votos dados ao ex-procurador fossem considerados nulos. A decisão durou poucas horas.

Na manhã deste domingo (4/10), o presidente do TSE, Nunes Marques, suspendeu a ordem de Floriano e determinou que o registro voltasse a constar como “deferido com recurso”. Com isso, os votos recebidos por Deltan foram processados normalmente.

Filipe e Deltan foram eleitos para mandatos de oito anos, que começam em fevereiro de 2027.

Deltan foi às urnas sem poder fazer campanha

Deltan chegou ao dia da eleição em uma situação incomum. Embora estivesse com o registro deferido pela Justiça Eleitoral do Paraná e tivesse o nome mantido na urna, passou as duas últimas semanas da disputa impedido de fazer campanha por determinação do TSE.

Em 19 de setembro, o ministro Floriano de Azevedo Marques suspendeu os atos de campanha do ex-procurador até que o recurso contra o registro fosse julgado. A decisão o impediu de pedir votos, participar de debates, aparecer no horário eleitoral e usar recursos públicos na campanha. A medida foi depois mantida pelo TSE por 5 votos a 2.

A suspensão, no entanto, não derrubou o registro concedido pelo TRE-PR. A candidatura havia sido aprovada por 4 votos a 3 em setembro e continuou deferida enquanto o recurso seguia para o TSE.

Às vésperas da eleição, a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou a favor de Deltan. O vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa pediu que o TSE rejeitasse o recurso e mantivesse o registro da candidatura.

O caso ficou sob relatoria de Floriano, o mesmo ministro que havia suspendido a campanha. Na noite de sábado (3/10), ele acolheu o recurso e indeferir o registro de Deltan. O ministro também determinou que os votos recebidos pela chapa fossem considerados nulos.

A decisão foi tomada individualmente e ainda seria submetida ao plenário do TSE. Na manhã deste domingo, Nunes Marques suspendeu os efeitos da medida.

A contestação tem como pano de fundo a decisão do próprio TSE que cassou, em 2023, o mandato de Deltan como deputado federal. Naquele julgamento, a Corte entendeu que ele deixou o Ministério Público Federal enquanto respondia a procedimentos internos para evitar uma possível punição que poderia torná-lo inelegível.

Deltan chega ao Senado depois de uma trajetória marcada pela atuação na Lava Jato e pela passagem curta pela Câmara dos Deputados.

O mandato de deputado federal durou menos de um ano. Em maio de 2023, o TSE cassou o registro de sua candidatura e determinou sua saída da Câmara. A decisão é o principal ponto da disputa judicial que acompanhou sua candidatura em 2026.

Filipe Barros troca Câmara pelo Senado

Aos 35 anos, Filipe Barros troca a Câmara dos Deputados pelo Senado depois de dois mandatos como deputado federal pelo Paraná.

Advogado e natural de Londrina, Filipe começou a trajetória eleitoral como vereador da cidade. Ele exerceu o mandato entre 2017 e 2018 e, naquele ano, foi eleito pela primeira vez para a Câmara. Conquistou a reeleição em 2022.

Filipe também ganhou espaço na oposição ao governo Lula no Congresso. Entre abril de 2024 e fevereiro de 2025, comandou a bancada de oposição na Câmara.

Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado explorou durante a campanha a proximidade com o ex-presidente e chegou a se apresentar como “o 01 do Bolsonaro no Paraná”.

Presidente estadual do PL, Filipe disputou o Senado na chapa formada depois da entrada de Sergio Moro no partido. O arranjo reuniu Moro na corrida pelo governo e Filipe e Deltan nas duas disputas pelo Senado.

A composição também contou com o apoio de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Durante a campanha, Flávio apresentou Moro, Filipe e Deltan como os nomes de seu grupo político no Paraná.

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