Presidente do Paraguai, Santiago Peña decide renunciar ao cargo
Decisão antecipa pedido de impeachment contra o presidente do Paraguai que corria no Congresso do país
Por Metrópoles
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O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo, nesta quinta-feira (5), em meio ao avanço de um pedido de impeachment contra ele no Congresso do país. O paraguaio deixa o cargo em meio à uma crise política e bancária no país após a dissolução do Banco Ueno, o maior banco digital do Paraguai.
Com a renúncia, o vice-presidente do país, Pedro Alianna, assume o governo do Paraguai. Agora, de acordo com a imprensa paraguaia, cabe ao Congresso do país decidir se aceita ou não a renúncia de Santiago Peña, que deve apresentar o pedido formalmente ao legislativo do país.
Caso a renúncia seja negada, o Congresso pode seguir com processo de impeachment aberto contra o mandatário. A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou nesta quinta-feira (5/11) a abertura de processo de impeachment contra o presidente Santiago Peña.
Acusação
Com a renúncia, o vice-presidente do país, Pedro Alianna, assume o governo do Paraguai. Agora, de acordo com a imprensa paraguaia, cabe ao Congresso do país decidir se aceita ou não a renúncia de Santiago Peña, que deve apresentar o pedido formalmente ao legislativo do país.
Caso a renúncia seja negada, o Congresso pode seguir com processo de impeachment aberto contra o mandatário. A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou nesta quinta-feira (5/11) a abertura de processo de impeachment contra o presidente Santiago Peña.
Acusação
O pedido de impeachment contra o presidente foi apresentado por um grupo de 35 deputados, após a crise bancária no país com a dissolução com o maior banco digital do Paraguai, o Banco Ueno.
A dissolução do Banco afeta especialmente Peña. O chefe de Estado paraguaio, que é economista de formação, foi acionista da Ueno Holding até março de 2025, empresa relacionada ao grupo controlador do banco.
A crise da instituição financeira digital também atingiu a cúpula do Banco Central. Carlos Carvallo, que era presidente autoridade monetária desde 2023, renunciou ao cargo. Antes de assumir o BCP, Carvallo foi presidente do Banco Ueno.
A dissolução do Banco afeta especialmente Peña. O chefe de Estado paraguaio, que é economista de formação, foi acionista da Ueno Holding até março de 2025, empresa relacionada ao grupo controlador do banco.
A crise da instituição financeira digital também atingiu a cúpula do Banco Central. Carlos Carvallo, que era presidente autoridade monetária desde 2023, renunciou ao cargo. Antes de assumir o BCP, Carvallo foi presidente do Banco Ueno.
Banco Ueno
O Banco Central do Paraguai (BCP) determinou pelo fim do Ueno no dia 3 de novembro, por considerá-lo insolvente — quando uma instituição financeira não consegue honrar seus compromissos. Neste sentido, a autoridade paraguaia determinou a suspensão das operações e iniciou um procedimento de resolução do banco digital.
O Ministério Público do país solicitou ainda uma investigação criminal sobre o banco e pediu pela prisão de dois dirigentes da instituição. As apurações envolvem suspeitas relacionadas à gestão e a empréstimos concedidos a empresas vinculadas ao grupo controlador, o que teria comprometido o patrimônio do banco.
O Ministério Público do país solicitou ainda uma investigação criminal sobre o banco e pediu pela prisão de dois dirigentes da instituição. As apurações envolvem suspeitas relacionadas à gestão e a empréstimos concedidos a empresas vinculadas ao grupo controlador, o que teria comprometido o patrimônio do banco.