O Partido Liberal (PL) cogita uma aliança com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para compor como vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL). A possibilidade é aventada depois da ofensiva do PSD em filiar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e consolidar uma ala da direita que deverá ter candidatura própria para a presidência.
Ao Metrópoles o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que o governador de Minas é “muito bom”, mas negou que já buscou Zema para tratar desse tema. Valdemar se limitou a dizer que vai trabalhar em todas as frentes em busca da melhor chapa presidencial.
Conforme mostrou o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), discutiu com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o cargo de vice de Flávio, durante sua visita ao ex-chefe do Executivo na prisão, conhecida como “Papudinha”, onde Bolsonaro cumpre pena.
Ao falar do assunto, ambos mencionaram os nomes de Zema, da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e até de ACM Neto (União) como possíveis vices de Flávio. Segundo mostrou a coluna, no caso de Zema, a avaliação foi que o governador seria um bom vice, caso tope abrir mão de ser cabeça de chapa e mostre nas pesquisas boa capacidade de conexão com o eleitorado mineiro.
Minas Gerais e a tradição de ser o pêndulo da eleição presidencial
Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é conhecida por ser o pêndulo da eleição presidencial. O candidato presidencial que ganha no estado, acaba levando a eleição. A tradição se repete desde 1989, quando o Brasil teve a primeira eleição direta depois da ditadura militar.
Zema é bem avaliado em Minas Gerais e vem desses números a possibilidade de o PL fazer uma ofensiva pelo governador mineiro. O político, no entanto, já deu declarações negando a possibilidade de ser vice e confirmando que levará seu nome até o fim. Como mostrou o Metrópoles, ele já definiu sua data de saída do governo do estado: 22 de março. Depois dessa data, ele pretende rodar o país.
O PT também tem um problema para resolver em Minas por não ter um nome ainda definido para concorrer ao governo estadual e dar um palanque adequado para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista segue insistindo no ex-presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD), que resiste ao plano.