Polícia Civil de Alagoas alcança mais de 81% de localização de pessoas desaparecidas
Dados de 2025 mostram avanço nas investigações, aumento das localizações e intensificação das ações da PCAL em todo o estado
Por Redação NN1 com Ascom PCAL
24 de Fevereiro de 2026 às 14:15
Imagem: Ascom PCAL
Levantamento divulgado nesta terça-feira (24), pela Coordenação de Pessoas Desaparecidas da Polícia Civil de Alagoas (PCAL), revela que das 796 ocorrências de vítimas de desaparecimento registradas no ano passado, 650 foram localizadas.
O resultado corresponde a uma taxa de 81,65% de êxito, o que indica a efetividade do trabalho contínuo desenvolvido pelas equipes especializadas.
A análise revela que Maceió concentra 430 registros de desaparecimento, equivalente a 54% do total estadual. Na capital, 368 pessoas foram localizadas, correspondendo a 85,58% dos casos registrados, percentual superior à média estadual.
A análise revela que Maceió concentra 430 registros de desaparecimento, equivalente a 54% do total estadual. Na capital, 368 pessoas foram localizadas, correspondendo a 85,58% dos casos registrados, percentual superior à média estadual.
Quanto ao perfil das pessoas desaparecidas em 2025, os dados indicam predominância do sexo masculino, com 555 registros, correspondendo a 70% do total, enquanto o sexo feminino soma 241 casos, equivalentes a 30%.
A faixa etária adulta concentra a maior parte dos desaparecimentos, com 530 registros, representando cerca de 66% dos casos, com destaque para homens adultos, que somam 406 ocorrências.
Entre os adolescentes, foram registrados 153 desaparecimentos, com maior incidência do sexo feminino (90 casos) em relação ao masculino (63 casos). Crianças e idosos, embora apresentem quantitativos menores (48 e 65 registros, respectivamente), demandam atenção prioritária em razão de sua maior condição de vulnerabilidade.
Distribuição por gênero e faixa etária
No que se refere às pessoas localizadas em 2025, a distribuição por gênero e faixa etária acompanha, de modo geral, o perfil dos desaparecimentos, com 442 homens localizados (68%) e 208 mulheres (32%).
Considerando a classificação dos 650 casos concluídos, verifica-se que 373 pessoas (57,4%) tiveram o desaparecimento classificado como voluntário; 224 (34,5%) como involuntário; e 53 (8,1%) como desaparecimento criminoso.
Esses dados indicam que a maioria dos casos está associada a fatores não criminais, como conflitos familiares, vulnerabilidade social, questões emocionais ou de saúde mental, sem prejuízo da atuação rigorosa nos casos com indícios de crime.
Em relação aos casos concluídos em 2025, a maioria dos desaparecimentos foi classificada como voluntária (57,4%) ou involuntária (34,5%), enquanto 8,1% apresentaram indícios de desaparecimento criminoso, incluindo situações de desaparecimento forçado.
No mesmo ano, 53 pessoas foram localizadas sem vida, com predominância de adultos do sexo masculino, que representam 40 dos óbitos registrados (75%).
Casos de localização de pessoas desaparecidas avançam 733,7% em quatro anos
Quando analisado os anos de 2022 a 2025, o crescimento nos registros de boletins de ocorrência (BO’s) registrou aumento de 24,4%, passando de 642 para 799 no período. De acordo com a PCAL, esse avanço reflete tanto a complexidade do fenômeno, especialmente nos grandes centros urbanos, quanto a ampliação dos canais de registro e a maior conscientização da população sobre a importância da formalização da ocorrência.
No mesmo intervalo, observa-se um avanço significativo no número de pessoas localizadas, que saltou de 77 casos em 2022 para 642 em 2025, um avanço expressivo de 733,7%, o que demonstra o aprimoramento das estratégias investigativas da Polícia Civil.
O trabalho realizado pela Coordenação de Pessoas Desaparecidas, coordenada pelo delegado Ronilson Medeiros, é reflexo das ações da atual gestão da PCAL, comandada pelo delegado-geral Gustavo Xavier, que tem intensificado as investigações e a atuação integrada das unidades policiais em todo o Estado.
Criação da Coordenação de Pessoas Desaparecidas amplia eficiência das apurações
Criada em 2025 por meio de portaria, a Coordenação de Pessoas Desaparecidas da Polícia Civil de Alagoas tem como objetivo central acompanhar, coordenar e supervisionar as investigações de desaparecimento em todo o Estado, promovendo a articulação entre as unidades policiais e assegurando maior eficiência na apuração dos casos.
O trabalho da coordenação permanece ativo até a completa elucidação dos fatos, inclusive nos 146 casos que seguem em acompanhamento contínuo, aguardando avanços investigativos, atualização de informações familiares ou conclusão de laudos periciais.
Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas possibilita visibilidade e investigações
A Polícia Civil de Alagoas destaca ainda a importância do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD) como ferramenta essencial para dar visibilidade aos casos e ampliar as investigações. O registro é feito na delegacia de apuração, com apresentação de foto da pessoa desaparecida e assinatura do termo de autorização.
Informações que possam auxiliar na localização podem ser repassadas à Coordenação de Pessoas Desaparecidas pelo telefone (82) 98878-8897 – por ligação ou WhatsApp – pelo e-mail desaparecidos@pc.al.gov.br ou de forma anônima, por meio do Disque-Denúncia 181.
A Coordenação funciona no Complexo de Delegacias Especializadas (Code), localizado na Avenida Comendador Gustavo Paiva, nº 1725, no bairro de Mangabeiras, em Maceió.
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