Considerado por autoridades policiais de vários Estados do Nordeste como o maior assaltante de bancos e carros-fortes do Brasil, Paulo Donizeti Siqueira de Souza, o “Vírus”, morreu no sábado (30) durante um confronto com guarnições do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió. Segundo a assessoria da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL), Donizeti teria reagido à abordagem policial e atirou contra os militares durante a operação que tinha como objetivo cumprir mandados contra o foragido.
Considerado um dos criminosos mais procurados do país, Donizeti ocupava o topo da lista nacional de foragidos de alta periculosidade e possuía mandados de prisão em aberto em diversos estados da federação.
Com mais de 20 anos de atuação criminosa, ele acumulava passagens pelos estados da Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará e São Paulo. A ficha criminal incluía crimes como latrocínio, roubo qualificado, sequestro e cárcere privado, receptação e associação criminosa.
As investigações apontavam Paulo Donizeti como especialista nas ações conhecidas como "Novo Cangaço", modalidade criminosa marcada por ataques de grande porte contra instituições financeiras e empresas de transporte de valores. Segundo as forças de segurança, ele utilizava armamento de grosso calibre, explosivos e técnicas de caráter paramilitar durante os crimes.
Outro fator que colocou "Vírus" entre os criminosos mais procurados do país foi o histórico de fugas de presídios de segurança máxima. De acordo com a SSP-AL, ele vinha sendo monitorado por órgãos de inteligência de diferentes estados.
A localização do foragido em Alagoas foi resultado de um trabalho integrado entre a Diretoria de Inteligência da Polícia Militar (DINT), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas (FICCO/AL) e a Polícia Federal.