Já se vai um mês desde que Neymar jogou pela última vez. A lesão na panturrilha direita, sofrida em 17 de maio, na partida entre Santos e Coritiba, se mostrou mais grave do que anunciada num primeiro momento. Exames mostraram que ele tinha um rompimento das fibras de grau 2, não apenas um edema.
O pior, porém, já ficou para trás. Na última terça-feira, Neymar calçou chuteiras e foi a campo pela primeira vez desde que se machucou, em passo importante no seu processo de recuperação.
Isso não quer dizer que ele já esteja apto a jogar ou mesmo perto disso. Para poder estrear na Copa, o camisa 10 da seleção brasileira ainda precisa cumprir etapas em seu processo de recuperação.
Embora tenha tido contato com bola na atividade de terça, Neymar ainda não fez exercícios de maior intensidade. Estas atividades serão feitas de forma individualizadas num primeiro momento e só depois, gradativamente, Neymar será integrado aos trabalhos com os demais atletas.
Pelo período que passou sem atuar, ele precisa fortalecer a musculatura para evitar novas lesões - não apenas na panturrilha, mas também em outros membros.
Neste processo, o camisa 10 será reavaliado periodicamente para saber se é possível ou não aumentar a carga dos trabalhos.
A CBF trata a situação de Neymar com cautela e entende que não há necessidade de pular etapas para acelerar o retorno dele. O foco é tê-lo nas melhores condições para a fase final do Mundial.
Por isso, Neymar está fora do duelo contra o Haiti, nesta sexta-feira, às 21h30 (de Brasília). Ele é dúvida para a partida contra a Escócia, na quarta-feira que vem, em Miami.