A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou um vídeo em suas redes sociais em que diz ter sido "apunhalada" e humilhada por Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como candidato à Presidência nas eleições de outubro.
Segundo ela, a situação ocorreu após evento em que participou no Ceará, no fim do ano passado. À época, Michelle criticou a negociação de palanque no Ceará em que o PL estava em busca de apoio de Ciro Gomes (PSDB), que havia criticado Jair Bolsonaro.
"Vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais. Palavras duras, tom agressivo defendendo o André Fernandes e, em consequência, apoiando o homem que chamou a ele, a mãe e a seus irmãos de corruptos e de ovos de serpentes nazistóides", disse Michelle.
Segundo, Michelle, Ciro Gomes foi o principal responsável "pelo processo que levou à inelegibilidade do meu marido", e citou que o ex-governador do Ceará havia chamado Bolsonaro e seus filhos, incluindo Flávio, de corruptos e bandidos.
A ex-primeira-dama afirmou no vídeo que os outros filhos de Bolsonaro fizeram postagens similares, o que, para ela, pareceu algo "premeditado". Ela diz, então, que procurou mensagens ou ligações de Flávio Bolsonaro antes de seu comentário e que não encontrou. Depois, diz que tentou falar com Flávio, sem conseguir.
"Para ele e alguns que o cercam, eu não entendo de política. Tudo bem, eu me recolhi. E desde esse dia, ele não me procurou mais. Eu também não procurei, porque estou respeitando o que ele falou e é só isso. Agora, vou desmentir as narrativas e notícias que circulam na imprensa. Eu sei quem as planta. Eu sei quem são as fontes. Eles me tratam como se eu fosse idiota, como se eu fosse alguém que chegou ontem, mas eu não sou. Eu sei mais do que eles pensam", afirmou Michelle no pronunciamento.
Parte dos aliados de Bolsonaro pressionam que Michelle atue na pré-campanha de Flávio e alegam que ela não tem se esforçado nessa missão. No vídeo, a ex-primeira-dama nega que tenha exigido um pedido de desculpas de Flávio para anunciar apoio à candidatura.
"Eu nunca pedi, cobrei ou condicionei desculpas públicas de ninguém. Não preciso disso. Eu já liberei o perdão faz muito tempo", afirmou.
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