O Novo Marco Legal do Saneamento, aprovado em 2020, estabelece como principal objetivo a meta de ampliar o acesso aos serviços básicos de saneamento no país até 2033. A meta é ambiciosa e prevê que 99% da população brasileira seja atendida com abastecimento de água potável e que 90% tenha acesso à coleta e ao tratamento de esgoto.
A grande maioria dos municípios caminha a passos curtos para atender essa demanda. Dados divulgados pelo Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico confirmam que em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, a falta de saneamento básico é considerado critico e representa um problema de saúde pública. Na segunda maior cidade alagoana o saneamento só chega a 1,4% da população, um dos mais baixos percentuais registrados no país. O esgoto de 240.340 (98,6%) dos habitantes não é coletado. A maioria dos domicílios lança o esgoto nas ruas.
Essa carência é visível em todos os bairros, onde as ruas asfaltadas ou revestidas com paralelepípedos são cortadas por valetas para escoamento do esgoto. O levantamento revelou que restos de alimentos e sabão se misturam no solo com lixo e outros produtos de descarte e são carregados nas valas. Muitos moradores adotaram o costume de varrer as linhas d`água para tirar o esgoto de suas portas.
O saneamento básico é uma responsabilidade da prefeitura e a cidade de Arapiraca possui conselho municipal de saneamento e também fundo municipal de saneamento.
Ainda segundo o Senisa, além da falta de esgotamento, do total de quase 100 mil domicílios na cidade, 65,9 mil habitantes não têm água encanada em casa.