Críticas de jogadores e técnicos a decisões de arbitragens durante a Copa do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México devem ser punidas após o término do torneio. A informação é do jornal americano "The Athletic", que integra o mesmo grupo do "The New York Times".
Atualmente, a entidade não confirma se abriu ou pretende iniciar processos disciplinares. A tendência, segundo fontes da publicação, é que qualquer medida seja adotada somente após a final no próximo domingo (19), com base em diversos fatores, como relatórios dos árbitros. O procedimento será parecido com o que foi adotado no Mundial do Catar, em 2022, quando as punições deste tipo foram determinadas depois que a bola parou de rolar.
A postura diverge com o que costuma acontecer em outras competições, como a Premier League, quando multas e suspensões provocadas por este motivo costumam acontecer rapidamente.
Em comunicado de nove de junho, o italiano Pierluigi Collina, chefe do Comitê de Arbitragem da Fifa, negou influência nas decisões dos profissionais. O pronunciamento aconteceu após acusações de favorecimento a Argentina.
– Quando isso acontece, pode provocar reações que resultam em ameaças contra eles e suas famílias. Isso não é aceitável – disse em entrevista distribuída pela entidade.
Além desta reclamação, outros críticas contundentes marcaram como as do técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, do zagueiro da Suíça, Manuel Akanji, e do técnico do Egito, Hossam Hassan.
- Ele (o árbitro) pode prejudicar qualquer equipe a qualquer momento. Simplesmente não é bom o suficiente. É errático, é pouco confiável durante os jogos - afirmou Tuchel.
- Quando você tem o árbitro contra você, fica difícil. Toda jogada simples era marcada contra nós. Todas as simulações e faltas dos argentinos passaram impunes - opinou Akanji.
- Fomos os melhores em tudo, mas o resultado foi… houve fatores que influenciaram, não externos, mas internos em campo, e externos antes da partida - disse Hossam.