O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou, neste sábado (18), o pedido de visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O Metrópoles teve acesso à decisão do ministro por meio da coluna Reinaldo Azevedo.
A defesa de Bolsonaro tinha feito um pedido para que a visita ocorresse no dia 25 de julho, quando o argentino estará no Brasil.
Como, na sexta (17), Moraes suspendeu todas as visitas a Bolsonaro pelo prazo de 30 dias (com poucas exceções), o ministro entendeu que o pedido de encontro entre o ex-presidente e Milei ficou “prejudicado”.
O ministro também suspendeu todas as visitas ao ex-presidente durante o período de 30 dias, com exceção dos médicos que atendem a Bolsonaro, além dos advogados.
No caso da defesa, a única restrição mantida é a de visita do filho Flávio Bolsonaro, que era listado como advogado do pai. Ele está proibido de estar com o pai por 90 dias, após a divulgação de uma carta de Jair.
Restrições
Nessa sexta-feira (17), Moraes manteve o ex-presidente em prisão domiciliar, mas ampliou as restrições impostas ao custodiado e proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições gerais de 2026.
Além disso, Moraes estabeleceu que o ex-presidente não poderá divulgar manifestos ou mensagens de conteúdo político-eleitoral, mesmo que isso ocorra por intermédio de terceiros, independentemente do meio utilizado.