O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições gerais de 2026. A decisão foi publicada na noite desta sexta-feira (17/7).
O ministro também suspendeu todas as visitas ao ex-presidente durante o período de 30 dias, com exceção dos médicos que atendem a Bolsonaro.
Na mesma decisão, Moraes estabeleceu que o ex-presidente não poderá divulgar manifestos ou mensagens de conteúdo político-eleitoral, mesmo que isso ocorra por intermédio de terceiros, independentemente do meio utilizado.
Entenda proibições
- Suspensão do direito de receber visitas por 30 dias, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados. Flávio Bolsonaro permanece proibido de visitar o pai por 90 dias.
- Proibição de visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026.
- Proibição da divulgação de manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado.
Proibição de manifestos políticos
Na prática, a nova medida do magistrado impede que declarações do ex-presidente sejam divulgadas por aliados políticos, familiares ou apoiadores.
Sendo assim, agora, cartas, vídeos ou mensagens lidas pelos filhos de Bolsonaro ou divulgadas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), por exemplo, ficam proibidas, caso tenham caráter político ou eleitoral.
Nesta nova decisão, Moraes acompanhou o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que também apontou violação das restrições impostas ao ex-presidente, mas considerou que o episódio não era suficiente para determinar o retorno ao regime fechado.