A Polícia Federal (PF) concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) por abandono de cargo.
No relatório final, divulgado nesta terça-feira (21), a corporação recomendou ao Ministério da Justiça (MJSP) a demissão do ex-deputado federal do cargo de escrivão da PF.
A decisão definitiva, no entanto, cabe ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. A assessoria jurídica do ministério está avaliando a precisão do processo, e não há mais espaço para alteração na posição da PF.
O filho “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mora nos Estados Unidos (EUA) desde fevereiro de 2025. Na ocasião, o ex-parlamentar justificou a ação alegando que buscava refúgio devido a supostas perseguições políticas no Brasil.
PAD instaurado contra ex-deputado
- O ex-deputado ingressou na corporação em 2010, após ser aprovado em concurso público para escrivão.
- Após perder o mandato de deputado federal, em 18 de novembro de 2025, Eduardo passou a responder a um PAD na PF.
- O procedimento foi aberto no início deste ano porque, sem o mandato, ele deveria ter retornado ao cargo de escrivão da PF, no Rio de Janeiro, o que não ocorreu.
- Desde fevereiro, Eduardo está afastado da função. Na decisão, o corregedor regional da PF no Rio também determinou a entrega da carteira funcional e da arma de fogo.
Condenação e green card
Em junho de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, Eduardo pelo crime de coação no curso do processo.
A Corte entendeu que ficou comprovada a atuação dele nos EUA para pressionar autoridades brasileiras e tentar interferir no julgamento do próprio pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Já nessa segunda-feira (20/7), o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, concedeu o green card a Eduardo Bolsonaro, à esposa e aos filhos do ex-parlamentar.
O documento autoriza a residência permanente da família e permite que todos trabalhem legalmente em território norte-americano.